Meio Ambiente
Em áreas dominadas pelo latifúndio exportador, os focos de queimada explodiram e já batem recordes históricos. Os operações de GLO encobrem os crimes ambientais dos latifundiários.
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Pantanal já perdeu 10% de sua vegetação original devido às queimadas. | Foto: Chico Ribeiro/Governo Mato Grosso do Sul.

Enquanto a pandemia do COVID-19 e as milhares de mortes e infecções diárias, bem como o crescimento da miséria e do desemprego ocupam chamam a atenção da população, as queimadas avançam sobre os biomas no país. Como explicitou o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, há de se aproveitar o momento da pandemia para “passar a boiada”.

Na região Norte e Centro-Oeste, em especial nas áreas dominadas pelo latifúndio exportador, a destruição ambiental avança. As queimadas são utilizadas para permitir o avanço da agropecuária e são uma forma de preparar a grilagem de terras, forma pelo qual os grandes proprietários de terras forjam documentos e se apropriam das terras públicas no país. O governo Bolsonaro e os governadores de direita têm no latifúndio um dos pilares fundamentais de sustentação política.

O aumento do desmatamento na Amazônia está diretamente relacionado com as queimadas no Pantanal mato-grossense. Nos primeiros dez dias de agosto, se registraram 2.594 focos de queimadas. A maior parte delas ocorreu um área privada, 7% maior em comparação com o mês de julho e aumento de 30% em relação ao mês de agosto de 2019. O bioma do Pantanal foi o que mais registrou focos de queimadas (1.074), seguido do bioma amazônico (936) e do bioma do Cerrado (584). O Pantanal, bioma extremamente rico em biodiversidade, arde em chamas como nunca.

Entre os meses de janeiro e julho, foram registrados 4.218 focos de calor no Pantanal, o que representa o maior número de focos da série histórica do INPE desde 1998. O aumento neste ano é 186% superior o registrado em 2019, que foi um ano considerado crítico.

O governo Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido) decretou uma série de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), batizada de Operação Verde Brasil, nas regiões Norte e Centro-Oeste do país, com o pretexto de combater o desmatamento e as queimadas. Contudo, o que se visualiza é que os militares  das Forças Armadas encobrem os crimes ambientais cometidos pelos latifundiários e atuam em conjunto com seus jagunços para reprimir os sem-terras, os indígenas e quilombolas. A Operação Verde Brasil foi denunciada por organizações de luta pela terra como uma preparação, um treinamento para um golpe militar contrarrevolucionário.

O governo Jair Bolsonaro procura impedir que os dados sobre o avanço das queimadas sejam divulgados e já tomou medidas para controlar o INPE. Apesar das fumaças avançarem sobre as cidades, o governo ainda nega que as queimadas estejam escalando e devastando os biomas. Após negar sistematicamente que estivesse envolvido com as queimadas em 2019, Bolsonaro assumiu que incentivou o “Dia do Fogo”.

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