Queima tudo e vende o que sobrar: golpistas ciram “agência reguladora” para vender os museus do país

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A politica do golpe de estado é a política de choque, ou seja, de venda de todo patrimônio público e cultural brasileiro, nem que para isso os golpistas tenham que se utilizar de uma tragédia para concretizar seus interesses. Menos de dez dias após uma dos maiores atentados contra a cultura nacional brasileira, o incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, o governo golpista já anuncia, por meio de uma medida provisória, a criação de uma nova agencia reguladora dos museus nacionais, vinculada diretamente com as empresas, a chamada iniciativa privada.

O governo golpista extinguiu o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAN), vinculado diretamente ao Ministério da Cultura, ao Estado, para criar a ABRAM, Agência Brasileira de Museus, gerida pelas empresas privadas, a qual será responsável por administrar s museus nacionais. A Abram ficará responsável pela reconstrução do museus nacional, além da sua administração. Desse modo, a Universidade federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, que antes era responsável pela administração do Museus, perderá espaço na gerencia da entidade. A proposta do governo é repassar o controle integral do Museu a Abram.

A ABRAM será organizada como um Sistema Social Autônomo, o Sistema S. A Agência contará com R$200 milhões repassados pelo Sebrae, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e pequenas empresas. Ligada diretamente ao empresariado, portanto, a Abram gerenciará os museus do país atendendo os interesses do capital privado, ou seja, o lucro, um passo decisivo para a privatização do setor.

É necessário denunciar mais esse ataque à cultura nacional promovido pelo golpe. Para os golpistas, tudo é um pretexto para impor a política de terra arrasada do neoliberalismo, mesmo que seja utilizando uma tragédia como a ocorrida no Museu nacional.