Queda do dólar: Por que os especuladores estão tão tranquilos com as eleições?

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No decurso da crise econômica, observamos regularmente variações nos preços do dólar. Essas variações são controladas pelos grandes capitalistas e se destinam a informar, sobretudo aos governos de países atrasados – como o Brasil – de que maneira devem se portar para que suas economias venham a servir aos interesses desses capitalistas. Conforme o capital se movimenta entre os países, suas moedas locais tendem a se valorizar ou desvalorizar perante o dólar, que é a moeda na qual essas transações são feitas.

O motivo que ocasiona essas movimentações de capitais entre os países é a maior ou menor capacidade que a burguesia encontra de explorar a classe trabalhadora local e as riquezas do país, cabendo à pérfida grande imprensa – que está a serviço dos interesses do imperialismo – atribuir essas flutuações do dólar a diversos fatores, como: guerras, mudança ou manutenção de governos, relações comerciais entre os países, eleições, etc.

Para exemplificar de maneira bem simplificada, quando uma grande potência imperialista se envolve em uma guerra pelo controle de determinado setor da economia de outro país, esse esforço em geral, implica em gastos significativos de recursos e fazem com que haja uma “fuga” de dólar do mercado interno, provocando desvalorização da moeda desse país. Ao término do processo, o país imperialista se apropria da riqueza da nação mais fraca e sua moeda volta a se va lorizar através da injeção de dólares que essa pilhagem proporcionará.

Não obstante, ao nos aproximarmos das eleições, observamos o mesmo joguete da burguesia internacional, –pressionando o Brasil através de um terrorismo econômico. Como já visto, todo esse enlace fustiga a lacaia burguesia nativa a ceder ao grande capital. Nesse ínterim, sobra para a classe trabalhadora a socialização dos prejuízos; em contrapartida, a burguesia privatiza os lucros.

Os atos contra a candidatura de Jair Bolsonaro,  impulsionados por amplos setores da direita nacional e internacional que foram longamente expostos pelo companheiro Rui Costa Pimenta durante a análise política desta semana, acenam para os imperialistas que a situação eleitoral brasileira pode ser controlada internamente. Ao contrário do que a esquerda pequeno-burguesa pensa,– que os atos contra o candidato fascista Jair Bolsonaro irão retirá-lo do jogo eleitoral em busca de uma melhor alternativa para as mulheres, gays, pretos, índios e demais segmentos desfavorecidos da sociedade, tal ato tem por finalidade deslocar votos para o tão fascista quanto e representante dos interesses do capital estrangeiro no Brasil, Geraldo Alckmin.

Embora todos os setores da esquerda brasileira, exceto o PCO, não acreditem em tal hipótese, o mercado internacional dá claros sinais de estar convencido de que essa estratégia é possível e ao que parece, investe suas fichas nela. A queda do dólar e a alta das ações da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) às vésperas das manifestações contra o Bolsonaro, com toda certeza não são reflexos de uma possível ascensão ao governo do candidato da extrema-direita muito menos do retorno do PT ao cargo máximo do executivo. São reflexos da grande confiança que o mercado possui de que a manobra para levar Alckmin para o segundo turno é acertada e será vitoriosa.

Diante disso, a única saída para a classe trabalhadora se defender dos avanços das políticas neoliberais da direita, é sua organização em sindicatos, organizações sociais, pois sabemos que somente com a mobilização nas ruas, fábricas, bairros, sindicatos e demais organizações sociais, é que iremos barrar o golpe de Estado e derrotar a direita.