Crise política da direita
Bolsonaro assina demissão de Decotelli, depois de 5 dias ele deixa o Ministério da Educação. Não por mentiras em seu currículos, mas pela crise política consolidada.
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Presidente Jair Bolsonaro e Carlos Alberto Decotelli
Reunião de Bolsonaro com Decotelli, uma das únicas. | Foto: Reprodução

A crise política do regime golpista segue a todo fervor. Carlos Alberto Decotelli pediu demissão e deixou o Ministério da Educação antes mesmo de tomar posse. A imprensa burguesa, para ocultar a confusão da direita para organizar sua posição no parlamento, faz parecer que é apenas por causa da série de mentiras em seu currículo, como se isso fosse uma novidade entre os parlamentares. 

Na semana passada Decotelli foi contestado pelo reitor da Universidade Nacional Rosário, o qual afirmou que o ex-ministro não tinha concluído o doutorado. Na segunda-feira (29), pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha, que desmentiu seu título de pós-doutorado na instituição. Além disso, ele também é acusado de plágio em seu mestrado. Após uma reunião com Bolsonaro no mesmo dia, mudou seu currículo Lattes e afirmou que continuaria como Ministro.No entanto, Bolsonaro e sua equipe já procuravam outros nomes. 

É interessante que os Ministros Bolsonaristas detonam o ensino superior, “vagabundos” e “baderneiros”, mas para se adornar com um diploma, a história muda. Adiante com as farsas, ele foi denunciado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), importante Universidade Privada, especialmente para os setores militares, os mesmos que haviam o indicado para o governo. A FGV informou que ele não era um professor fixo da instituição, do corpo docente, e sim um professor mestrando colaborador.

Decotelli ficou 5 dias como Ministro da Educação, o terceiro no governo Bolsonaro. A direita não tem mais autoridade política, e a extrema direita escancara as intenções genocidas e imperialistas do governo durante a crise. Qualquer situação pode se tornar insustentável para o regime fascista, por isso, sua instabilidade tremenda.

Vários nomes ganham força assumir a posição, entre eles, militares, olavistas, e direitistas tradicionais. Um que ganha força é o do ex-pró-reitor da FGV Antonio Freitas, que já tem grande influência no programa de desmonte do ensino público. Outro nome que também surgiu, foi o de Anderson Corrêa, do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), que inclusive já tem permissão da Ministério da defesa para ocupar o cargo. Além desses, os olavetes Sérgio Santana e IIona Becskekhazy, entre outros.

 É muito bom ver o circo pegar fogo, mas a troca ministerial entre os embates do conjunto da burguesia não representam uma vitória para a esquerda. Dada a situação, é preciso tirar uma conclusão revolucionária, nenhum político milagrosa entrará no lugar de Decotelli e acabará com os ataques a política estudantil. Se aqueles que matam e exploram a classe trabalhadora se esforçam tanto para manterem a aparência de “civilizados”, é porque eles temem tanto a mobilização popular. Essa, que pode acabar com o governo golpista de Bolsonaro e de seus aliados governadores.

 

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