Crise: Coronavírus e petróleo
Coronavírus agrava a crise do capital e a tentativa do imperialismo de contorná-la fica cada vez mais difícil. A precarização da saúde com o vírus é um insustentável agravante.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
rússia e arábia
Russia e Arábia Saudita jogam diante do tabuleiro. |

Com a recessão da economia por conta da crise capitalista, o mercado da energia, principalmente do petróleo, vem sendo alvo das maiores disputas e quedas de braço impulsionadas pelo imperialismo estadunidense, por um lado, e por outro, países atrasados que são exportadores de matérias prima, como o petróleo.

Com a inflação crescente e a recessão que atingiu o mundo com o coronavírus, criou-se uma situação explosiva novamente. A crise entre a classe operária e a burguesia mundial e a crise entre o imperialismo e burguesia nacional aumenta extraordinariamente.

É que por ser dono de uma produção de petróleo de xistos, que, além de ser muito mais cara a extração, são reservas que não podem durar por muito mais tempo e, por isso mesmo, ele busca interferir no centro nervoso da maior parte de produção de petróleo do mundo que é o Oriente Médio, onde a OPEP –  Organização dos Países Exportadores de Petróleo, é a organização mais importante no sentido de tentar impor uma política de produção e consumo e contrabalancear às intervenções imperialistas.

Atualmente já se sabe que, ao lado da OPEP, cujas regras do jogo já são controladas de fato pela Arábia Saudita, sobre quem o imperialismo tem forte influência, por ser forte usina de produção de petróleo, já está colocada a Rússia também, e estabelecida uma queda de braço entre eles.

Com a  difusão do novo coronavírus, a queda da demanda e a disputa entre a (Opep) e a Rússia em torno de cortes na produção petrolífera fizeram despencar o preço do barril de petróleo do tipo Brent. A mercadoria se desvalorizou mais de 30% na manhã desta segunda-feira (09/03), a maior queda diária de preço desde a Guerra do Golfo, em 1991. Em consequência, os preços das ações nas bolsas de valores da Europa, Ásia e dos Estados do Golfo despencaram.

A queda de preço é ruim para os membros da OPEP, onde, alguns deles, que já sofrem com embargos econômicos e pressões outras do imperialismo, como são Irã e Venezuela, poderiam ver a economia colapsar de seus mercados entrar em colapso, pois contam com o resultado da venda. A situação complica, porque o vírus diminuiu a produção de barris de petróleo desses países. Além disso, com as dificuldades de aumentarem a produção do petróleo imposta pelo imperialismo estadunidense, também consegue fazer um controle do preço, mantendo-o mais alto. 

A Opep não conseguiu chegar a um acordo com a Rússia nesta sexta-feira, em Viena, sobre uma restrição dos volumes de produção. A Rússia rejeitou o corte de produção que a Opep propôs para tentar estabilizar o preço da mercadoria, após semanas de desvalorização, em consequência do surto do novo coronavírus, que desacelera os mercados mundiais e afeta a demanda por combustível.

Então neste domingo, o maior país produtor, a Arábia Saudita, membro da Opep, anunciou que aumentaria sua produção e reduziria acentuadamente o preço do petróleo, medida qualificada por analistas como espécie de retaliação à Rússia.

O preço do barril do petróleo do tipo Brent chegou a cerca de 31 dólares nesta segunda, e especialistas alertaram que pode cair para 20 dólares se a Opep e a Rússia não entrarem em acordo.

Investidores geralmente saúdam preços de energia mais baixos para empresas e consumidores. Mas a queda abrupta, em meio ao nervosismo por causa do coronavírus, abalou os mercados.

A crise com o vírus pode novamente trazer o fortalecimento da classe trabalhadora, que, certamente, é a que vai ser mais atingida, não obstante o grupo de risco estar concentrado nos idosos e pessoas com baixa imunidade. Mas, considerando o empobrecimento da classe trabalhadora, as lutas por maiores investimentos na seguridade social, e melhores condições de vida, certamente se acirrarão, e  colocarão o conflito entre a classe operária e a burguesia mundial e a crise entre o imperialismo e burguesia nacional em um novo patamar.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas