Dia de pânico nos mercados
Bolsas de valores apontam para uma enorme deterioração da economia capitalista
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bolsonaro bate continência p bandeira usa
Bolsonaro ajuda bancos imperialistas. Brasileiros sustentam farra capitalista. Foto: Reprodução |

Depois de fechar as últimas três semanas com queda de 11,75% no acumulado, a bolsa de valores de Nova Iorque abriu esta segunda feira sob forte retração após anúncio da Arábia Saudita em elevar a produção de petróleo para mais de 10 milhões de barris, além de fornecer descontos no valor do seu barril, o que derrubou o valor do petróleo em mais de 30%, a maior desvalorização desde 1991. O pânico causado pela retração levou a bolsa americana a ser suspensa para evitar quedas mais acentudas, retomando as atividades após 15 minutos, o que não impediu o pior nível de atividade desde janeiro de 2019, com queda superior a 2 mil pontos no índice Dow Jones, que fechou o dia em -7,79%, a mais expressiva retração desde 2008.

As bolsas de valores do mundo inteiro seguiram Wall Street fechando com forte queda. Na Ásia, o índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, registrou tombo de -5,07%, atingindo 19.698 pontos. A movimentação na bolsa japonesa coincide com a divulgação do encolhimento da economia do Japão em -7,1% no último trimestre de 2019. Situação também das bolsas de Hong Kong (-4,23%), Xangai (-3,01%), Seul (-4,19%) e Singapura (-6,03%). Na Austrália, a bolsa de Sydney recuou -7,33%. Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx registrou perda de -6,6%. Entre os países do bloco europeu, o destaque ficou para a Itália, onde a bolsa de Milão fechou o pregão desta segunda feira com -10,02% mas a crise foi enorme também nas bolsas de Lisboa (-8,66%), Paris (-8,39%), Frankfurt (-7,94%), Madri (-7,96%) e Londres (-7,69%).

Analistas da imprensa capitalista tem destacado a combinação do coronavírus com a guerra comercial aberta entre os sauditas e russos pelo preço do petróleo mas outros países dependentes da exportação da commodity, como Irã e Venezuela também se encontram seriamente atingidos pela política adotada pela Arábia Saudita, o que torna pouco crível que a iniciativa do movimento tenha realmente partido dos árabes.

Como já destacado por este Diário, existe um contexto histórico muito mais amplo, que remete a profunda crise enfrentada pelo sistema capitalista, o que obriga as principais nações imperialistas a exercerem seu controle (“imperium”) sobre as nações atrasadas de modo cada vez mais agressivo. Isso é facilmente percebido quando os EUA anunciam “injeção de liquidez” nos mercados financeiros da ordem de US$150 bilhões ao mesmo tempo em que uma onda de desvalorizações de moedas nacionais tira bilhões de dólares de países atrasados como o Brasil. Mesmo com novo aporte de US$3 bilhões em operações chamadas “swap cambial” realizadas no dia 09 (e que se somam a uma gigantesca fuga de capitais ocorrida nos últimos 3 meses), o real viu uma desvalorização frente ao dólar de -3,7%, chegando a R$4,80 para 1 dólar e finalmente fechando o pregão de segunda em R$4,72. Mais do que uma continência simbólica, é essa uma das principais ações de submissão que o imperialismo obriga seus capachos da direita a cumprirem. Os US$150 bilhões que Trump prometeu aos seus banqueiros não vão sair do bolso dos americanos. Para isso eles tem Bolsonaro e toda a corja golpista, que tomou o país de assalto em 2016 e vem desde então impondo os interesses do imperialismo em primeiro lugar.

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