Sem “retomada” à vista
Perspectiva de queda de até 10% do PIB no 2º trimestre traz cenário de aumento da polarização política e pavimenta o caminho para uma convulsão social
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Bolsonaro e Guedes, a dupla que afunda a economia brasileira desde 2019. Imagem: reprodução. | Imagem: reprodução.

Na última sexta (29) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou os dados do balanço da atividade econômica brasileira no 1º trimestre de 2020, mostrando a redução de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao 1º trimestre de 2019 e queda de 1,5% em relação ao 4º trimestre de 2019.

Os números que, de certa forma, já eram esperados por economistas foram apresentados pelo governo como sendo resultado da crise do coronavírus e a política do isolamento social adotada pelos governos. Não é verdade. O isolamento social somente foi adotado de fato a partir da segunda quinzena de março, em boa parte do país, sendo que os dados refletem a atividade econômica de janeiro, fevereiro e março.

Outro aspecto é a perspectiva para o 2º trimestre de 2020 (abril, maio e junho), esse de fato já dentro das políticas de isolamento social, tem sido projetado por economistas como a maior queda da história da economia brasileira, podendo chegar a uma retração de 10% do PIB.

Este cenário mostra claramente o completo desastre que tem sido a política econômica do governo Bolsonaro e seu “super ministro” Paulo Guedes, de vender empresas estatais, de espoliação da renda dos trabalhadores, com a reforma da previdência, o aumento da terceirização, o corte de investimentos do Estado, o fim dos programas sociais e, por outro lado, a entrega do orçamento público aos especuladores financeiros, pacotes econômicos escandalosos para bancos e grandes empresas e espoliação das reservas cambiais.

A soma do aprofundamento da crise econômica, acentuada pela crise sanitária do coronavírus que vai se prolongar por anos, a política econômica neoliberal extrema vai levar a um constante aumento da polarização da situação política, podendo chegar a situação de convulsão social, pois as massas operárias, o trabalhador pobre e mais oprimido, estará cada vez mais insatisfeito e vendo como único meio de sobreviver o enfrentamento direto aos governos e suas políticas direitistas de fome.

É claro que com este cenário de aprofundamento da crise e tendência de mobilização da população pobre, as medidas de repressão estatal serão a primeira ferramenta à mão da burguesia que não terá receio de aumentar a violência e o morticínio nos bairros e periferias do país.

Neste sentido, é fundamental que o trabalhador encontre amparo numa política objetiva, absolutamente clara para o enfrentamento da situação. Uma política que, em primeiro lugar, coloque claramente a raiz do problema: a política direitista neoliberal de ataque constante e repressão cada vez mais violenta ao povo.

Somente a organização dos trabalhadores e a sua mobilização constante é capaz de enfrentar de fato a direita golpista e todas as suas manobras e poder trazer ao país um novo regime político, apoiado na mobilização popular, em que seja possível tomar um caminho que acabe com a destruição do patrimônio nacional e os ataques à população, defendendo um programa verdadeiramente democrático, pelo atendimento de todas as reivindicações populares, a defesa dos empregos e salários, o controle operário da produção, a estatização dos bancos e grandes empresas, a plena liberdade de imprensa, a dissolução da polícia militar, o confisco do latifúndio etc.

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