Só pelo lucro
Não importa se a população tem acesso aos testes para covid-19, as vacinas, aos tratamentos, etc; o que importa é se os grandes empresários estão lucrando.
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PCR
Testes RT-PCR sendo processados em laboratório. | Foto: Dean Calma / IAEA

Desde o mês de novembro, o acúmulo de testes próximos ao vencimento se tornou um assunto na imprensa burguesa. Atualmente, existem 6,5 milhões de testes RT-PCR, o teste mais eficiente até o momento, sem nenhuma previsão de utilização no depósito do Ministério da Saúde no Aeroporto de Guarulhos. Com os testes vencendo neste mês de janeiro, a Anvisa, arbitrariamente, prorrogou a validade dos materiais por mais quatro meses, ou seja, até meados de abril.

No entanto, embora o ritmo de testagens tenha aumentado, nem de longe este aumento será suficiente para utilizar os testes. Algumas semanas atrás, o montante diário de análises era de 27,3 mil análises, contra as atuais 57,6 mil análises diárias. Neste ritmo, o número de teste será utilizado até o fim de abril, contanto que haja constância na quantidade de análises e não sejam adquiridos novos testes. Também não está sendo incluído o número de testes em posse de estados e municípios.

Até o presente momento, o principal fator que compromete e pode comprometer a quantidade de análises diárias é falta de insumos necessários para a realização dos exames para detecção da covid-19. Por exemplo, para utilizar o teste com sucesso é necessário ter os cotonetes swab, máquinas modernas que não estão disponível em grande quantidade no Brasil, reagentes químicos, entre outros. Porém, cabe ressaltar que, a dificuldade em atingir todos estes requisitos está no fato de que o único beneficiado em todas as etapas do processo são as grandes empresas.

É fácil ver: umas das grandes dificuldades para uso do estoque é que o modelo de teste não é compatível com uma parcela significativa da rede de laboratórios da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o que obriga uma série de adaptações ao produto. Porém, caso o Brasil tive sua independência na “corrida” pela vacina, uma posição realmente a favorável aos cuidados com a população, o produto seria adequado para as nossas máquinas, tudo poderia ser produzido em quantidade suficiente.

O único “problema” é que com uma saída positiva, o ganho econômico da burguesia e o ganho político dos golpistas estaria descartado, não seria possível. Não é preciso muita imaginação para prever que a vacina, na prática, serve aos propósitos dos grandes monopólios e a concretização do golpe de estado no Brasil.

Desde o final do ano passado, as questões em torno dos tratamentos, testes, vacina, medidas sanitárias fazem parte, ora mais, ora menos dos noticiários da imprensa burguesa. Apesar de tanta “atenção”, é preciso entender que o que está em jogo não é a saúde da população, nem muito menos a “vitória” da “ciência e da civilização” sobre a barbárie. Pois, se esta fosse a preocupação, porque não defender a compra da vacina russa, que foi a primeira vacina a ser aprovada e estar disponível, ao invés de atacá-la?

No final das contas, o resultado esperado com mais um golpe contra o povo foi o que se concretizou: um punhado de monopólios imperialistas possuindo o controle sobre a vacina no Brasil. Ainda, sem nenhuma comprovação de segurança, eficácia, entre outras condições importantes. Na realidade, a vacina nem sequer está disponível, o que demonstra não só a “falta de organização” da direita, ou seja, dos golpistas e dos bolsonaristas, mas também a manutenção dos seus próprios interesses. Enquanto a vacina não está disponível para população, as grandes empresas compram as doses para revende-las a preços absurdos depois.

Com toda a polêmica da vacina e as oportunidades proporcionadas por ela, a burguesia manobra a situação enquanto planeja realizar o mesmo plano outra vez. É simples, todo dinheiro será usado para pagar vacinas que serão racionadas, estocadas até o vencimento, assim como com os testes RT-PCR. Com tudo isto, mesmo com algum esforço para manter a situação política e, sobre muita pressão vacinar uma pequena parcela da população, a vacina não cumprirá seu objetivo principal de imunizar a população e salvar a população do genocídio que se transformou a pandemia de covid-19 no Brasil.

É preciso também ressaltar que este também era o objetivo dos testes. Caso os testes tivessem sido usados, o controle sobre o número de contaminados permitiria que os doentes fossem isolados, evitando contágios, e devidamente tratados, evitando mais de 200mil mortes desnecessárias. Com a vacina não será diferente, deixar a salvação da população na mão dos monopólios e dos golpistas é continuar o genocídio.

Outro ponto é que, assim como no caso dos testes, o preço total da vacina será altíssimo. Por conta da política de importação dos recursos para os cuidados com a pandemia no Brasil, um simples teste confiável é comercializado pela rede privada de saúde por, em média, 350 reais, excluindo a maior parte da população que não consegue realizar regularmente estes exames a estes valores. Não é preciso pensar muito para concluir que esta política é a de beneficiar as grandes empresas em troca da vida da população, que tem o acesso aos cuidados negados.

É preciso denunciar toda esta política genocida do bloco imperialista no Brasil apoiada pela direita e esclarecer que somente o povo, que é quem mais sofre com o descontrole da pandemia, é quem pode se organizar para combate-la seriamente.

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