Infecção em jovens
Aumenta taxa de infecção em jovens no estado de São Paulo.
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Jovem pobre vendendo balas na rua | Foto: Reprodução
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Jovem pobre vendendo balas na rua | Foto: Reprodução

Vem subindo o número de casos confirmados de coronavírus entre jovens nos últimos meses em São Paulo. Em junho deste ano os números oficiais marcavam que a faixa etária de 0 a 29 anos representava 20% do total de infectados. Atualmente, dos 1.250.590 de casos totais confirmados no estado até primeiro de dezembro, 307.685 correspondem ao grupo de 0 a 29 anos, ou seja cerca de 27% por cento, um aumento considerável de casos. 

Há uma campanha costumeira da direita e do monopólio da imprensa na responsabilização individual e moral acerca dos problemas sociais enfrentados, isso não é diferente nesse momento em que a juventude se torna mais infectada pela doença.

Frente à crise econômica e o desmonte da educação através do EAD (Ensino à Distância), se fez necessário para que jovens começassem a trabalhar ou evitassem deixar seus empregos. Em meio a uma crise sanitária, a pressão para que a juventude sustente o peso sobre si é maior de modo que acaba por se expor mais. 

No que diz respeito à mensagem que o governo e a imprensa passam, é visível que há uma tendência a dar entender que a situação está mais ou menos sob controle, que é possível abrir comércios variados e não essenciais e que só depende do esforço e bom senso das pessoas, sendo os indivíduos irresponsáveis por se aglomerar.

Obviamente aqui que há muita demagogia na crítica da imprensa ao governo Bolsonaro de forma a pintar uma auto imagem de “direita democrática e razoável”, que no final das contas não passa de demagogia, até porque o governo fascista de Bolsonaro foi posto no poder através da campanha golpista contra Lula e que essa mesma imprensa apoia as medidas econômicas de Guedes. Um bom exemplo no campo da juventude é a campanha de volta às aulas, que é divulgada com entusiamo pela burguesia.

Em suma, aos jovens que se deparam com esse cenário acabam por ser influenciados pela campanha da direita de reavivar o consumo, para salvar empresários, em detrimento da saúde pública da população. 

O problema do Covid é antes uma questão de saúde pública que demanda ações reais de contenção e erradicação da pandemia, isso quer dizer que é necessário que o estado destine recursos à população como materiais de higiene e também recursos para que seja possível se praticar o isolamento na medida do possível. Que sejam distribuídos testes, que sejam tomadas medidas para que as pessoas não sejam obrigadas a expor sua saúde em seus trabalhos, proibidos de fazer quarentena, em função da carestia e pobreza.

O governo Bolsonaro significou um genocídio em massa na medida que sustentou uma ausência destas políticas sanitárias e ao mesmo tempo um ataque constante contra as condições de vida do trabalhador. Se a crise econômica já era ruim, as medidas dos fascistas agravam mais a situação, privilegiando empresários e agora continuam a pôr mais pregos nos caixões dos brasileiros ao dar as costas ao problema sanitário.

Há o grande perigo no retorno às aulas, no cenário já precário das escolas brasileiras, isso aumentará muito mais a taxa de infecção dos jovens e crianças. É  cada vez mais necessário que a juventude se organize e realize ferrenhas greves contra o retorno escolar, a farsesca política do EAD e pelo fora Bolsonaro.

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