Quase 3 anos em queda: índice acumulado mostra que golpe acabou com setor de serviços

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Como já era de se esperar, o Brasil depois do Golpe apresenta um quadro de crise cada vez mais grave. Diferentemente do que os golpistas alardearam durante a deposição ilegal da ex-presidenta Dilma Roussef, o país não melhorou em nenhum sentido com a derrubada do governo petista, muito pelo contrário, o que fica cada dia mais evidente é que a crise que os capitalistas criaram só se aprofunda e está longe de ser superada.

Além da crise politica, que se torna mais grave a cada dia (principalmente após a prisão de Lula, que intensifica a polarização politica nacional), a crise na economia é outro fator determinante na atual conjuntura brasileira. Assim como a questão politica, também no campo da economia os golpistas se mostram totalmente incapazes de solucionar as contradições que surgem, e o povo já tem a nitida impressão de que os golpistas estão levando o país direto para a beira do abismo, e cada vez mais depressa!

Depois do Golpe des Estado a direita, a serviço dos capitalistas estrangeiros, vem realizando uma politica de destruição total da economia nacional que afunda o país numa crise sempre crescente. Como sempre, os patrões estão jogando o peso dessa crise sobre os ombros dos trabalhadores que vivem uma piora significativa no seu nivel de vida. Para não abrir mão de seus lucros extraordinários os banqueiros e demais capitalistas aliados com o imperialismo norte americano retiram direitos dos trabalhadores, vendem o patrimonio do povo a preço de banana, precarizam as condições de trabalho e empurram o povo para o desemprego, para miséria e para fome.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), a nova vitima dos golpistas é o setor de serviços. Segundo pesquisa realizada pelo IBGE o setor de serviços recuou cerca de 2,2% em relação ao mesmo mês do ano passado (fevereiro). A situação fica ainda pior quando se avaliam os ultimos doze meses, pois ai constata-se uma queda ainda maior, de 2,4%., sendo essa a 33ª queda consecutiva no setor.

No início do ano, a imprensa golpista havia alardeado a recuperação da economia baseado no aumento de 0,1% que o setor de serviços havia apresentado em janeiro, o que era uma mentira descarada, pois era sabido que esse avanço insignificante era provocado pelo aumento de vagas temporárias (a maior parte delas já foi novamente fechada) e pelo aumento do consumo de serviços durante o período de festas de final de ano e férias escolares. O próprio imperialismo tinha expectativa de que houvesse melhoras nesse setor, visto que a Agência Reuters havia previsto um crescimento do setor de pelo menos 0,5%.

No atual cenário brasileiro, onde os golpistas levam adiante uma política de guerra contra a população, a desindustrialização e a destruição dos setores produtivos da economia tem levado, como consequência imediata, a redução do emprego, do investimento público e também a retração do setor de serviços. Isso tudo sem falar que os dados não expressam a realidade exatamente como ela é, pois o aumento da população trabalhando na informalidade também cresceu, o que mascara os dados verdadeiros, que tenderiam a expressar uma crise ainda mais aguda da economia.

A tudo isso, soma-se o fato de que a renda média do brasileiro decresceu no último período segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada pelo IBGE. Segundo essa pesquisa a renda caiu 14,00$ em relação à 2016, e o desemprego já atinge a taxa de aproximadamente 12,6%, o que significaria pelo menos 13,121 milhões de trabalhadores desempregados.

Fica claro que, diferente do que a imprensa golpista tem se esforçado para mostrar, a  crise econômica do país não está sendo superada, ao contrário, ela vem se aprofundando cada vez mais. Os culpados dessa crise, sem duvida nenhuma, são o imperialismo e a burguesia serviçal dos capitalistas internacionais, que estão dispostos a destruir a economia nacional e jogar o povo brasileiro na miséria absoluta. Todo mundo já percebeu que apenas os bancos e os capitalistas estrangeiros tem ganhado com a crise, atingindo taxas recordes de lucro à custas do empobrecimento da classe operária.