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No ritmo que, frequentemente, o Judiciário segue quando os acusados são provenientes das classes abastadas ou de órgãos repressivos da burguesia, o ex-PM Célio Alves de Souza irá a julgamento, na próxima segunda-feira, dia 19, acusado de ser o executor dos homicídios dos irmãos agricultores Brandão Araújo Filho e José Carlos Machado Araújo, mortos, respectivamente em 1999 e 2000. Os acusados de serem os mandantes do crime é o empresário Sérgio João Marchett e sua filha Mônica Marchett.

Os assassinatos tiveram como motivação a disputa por terras de 2175 hectares, na zona rural de Rondonópolis, MT. Além de Célio Alves de Souza, outros três PMs respondem por co-autoria nos crimes, mostrando qual é o peculiar “bico” de certos PMs.

A defesa de Mônica Marchett, em 2017, conseguiu anular a decisão que determinava que o caso fosse para juri popular e, até o momento não tem data definida para ir a julgamento. Tal anulação foi decidida pelo STJ porque houve “excesso de linguagem” por parte do desembargador responsável pelo caso.

A capacidade de procrastinação de certos julgamentos contrasta, de maneira inquestionável, com a celeridade e atropelo de processos que envolvam a Lava Jato, demonstrando os interesses políticos envoltos na operação. Enquanto que um juri popular é anulado pela parcialidade de um desembargador e pelos seus “excessos de linguagem”, Lula é perseguido de maneira infame por um  Judiciário que, além de parcial e a serviço dos entreguistas, almeja impedir que o líder nas intenções de voto possa se candidatar às eleições presidenciais deste ano.

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