“Segredo de Justiça”
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sumiu com os votos do partido do Fora Bolsonaro na capital pernambucana
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urnas eletrônicas
Urnas eletrônicas | Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

No último domingo (15), aconteceu, sem maiores surpresas, o primeiro turno das eleições municipais de 2020. O resultado apresentado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apenas confirmou o diagnóstico do Partido da Causa Operária (PCO): as eleições foram uma fraude total e serviram apenas para eleger os setores que menos têm voto, que são a direita tradicional. Partidos que já estavam praticamente liquidados, e que perderam grande espaço para a extrema-direita, saíram como grandes vencedores da disputa.

O caráter fraudulento das eleições não está comprovado somente em seu resultado desastroso. Uma campanha eleitoral de apenas 45 dias, em que a maioria dos partidos de esquerda sequer têm acesso aos meios de comunicação de massa, que ocorreu em meio a uma pandemia de coronavírus com 160 mil óbitos não poderia, de forma alguma, ser considerada séria. Some-se a isso o fato de que, no caso de Pernambuco e Salvador, a Justiça Eleitoral proibiu completamente a campanha de rua e que, em todo o País, a campanha pela internet era praticamente impossível.

O PCO, único partido a ter uma campanha nacional, centralizada, que convoca os trabalhadores a lutarem pelo Fora Bolsonaro e por Lula presidente, foi duramente atacado pela imprensa burguesa e pelo Judiciário de conjunto. Enquanto candidato a prefeito do Recife, fui censurado em debate pela UFPE por trazer cartazes pelo Fora Bolsonaro. A mediação do debate ainda se solidarizou ao “nobre” candidato do DEM, Mendonça Filho, e ainda me acusou de estar tumultuando o “debate”. E ainda pior: só participei do debate porque “me convidei”, e não porque fui convidado. Por dias, procuramos contato com os organizadores, que não nos respondiam e ainda nos acusavam de não terem respondido ao convite para o debate. Convite esse que nunca houve. E, o que é ainda mais irônico: eu sou o único candidato que estudo na UFPE!

Outro caso curioso é o do Jornal do Commercio, principal jornal da burguesia pernambucana e uma das principais frentes de ataque da burguesia contra o Partido. Na primeira entrevista que dei à Rádio Jornal, pertencente ao mesmo grupo, o Jornal do Commercio exibiu em sua capa que o candidato “civilizado” do PRTB iria construir 50 creches, enquanto eu não dava prioridade às calçadas recifenses. Pouco depois, um jornalista covarde, que me entrevistou na mesma rádio, publicou uma coluna afirmando que eu seria “o candidato que não é candidato”. Algumas semanas depois, o Jornal do Commercio excluiu o vídeo de minha entrevista, sem notificar o Partido, nem dar qualquer explicação pública. O motivo? Pelo que apuramos, simplesmente porque o candidato do PRTB, que nada tem a ver com o PCO, havia divulgado uma notícia falsa no mesmo dia. Como ficou claro, apenas um pretexto para excluir a entrevista do único partido a levar o Fora Bolsonaro para as eleições. Por fim, convém lembrar que o Jornal do Commercio, na reta final das eleições, “assassinou” a minha candidatura. De uma hora para a outra, o jornal passou a se referir aos “10 candidatos a prefeito do Recife”, como se eu não existisse.

As pesquisas de intenção de voto, todas elas fraudulentas e compradas, também se revelaram uma verdadeira aberração contra o PCO. Em uma entrevista da Datafolha, consta que o número de pessoas que me rejeitam seria maior que o número de pessoas que me conhecem! Ou seja, o famoso não conheço e não gostei…

Os casos são tantos que extrapolam essa coluna. Ao leitor interessado, convido a acessar nosso acervo no Diário Causa Operária e na Causa Operária TV. Contudo, destaco ainda mais uma perseguição e mais um duríssimo ataque contra o Partido, que escancaram a ditadura da Justiça Eleitoral e que, no fim das contas, não há o que se comemorar após tamanha fraude: ninguém sabe, até agora, quantos votos o PCO teve em Recife. Isto é, nem mesmo eu, que sou o candidato do Partido na capital, tive o direito de saber quantos votos nossa campanha obteve.

Naturalmente, a votação não é o resultado mais importante da campanha eleitoral do PCO. Participamos do processo eleitoral, mesmo fraudulento, para fazer propaganda de nosso programa e para fortalecer o Partido. Esses  objetivos foram cumpridos com excelência a nível nacional. No entanto, fica claro que, sempre que for possível, os fascistas da Justiça Eleitoral encontrarão um jeito de punir o partido da revolução no Brasil.

Embora a Justiça Eleitoral não tenha se dado ao trabalho de explicar porque rasgou os direitos democráticos do PCO, de seus militantes e de seus simpatizantes, é possível descobrir a desculpa para tal feito. Nas vésperas da eleição, o TRE-PE, de maneira criminosa, inconstitucional e politicamente interessada, enviou uma solicitação para que o TSE excluísse meu nome do seu sistema de divulgação de resultados. E qual o embasamento? Que os desembargadores do TRE-PE indeferiram minha candidatura. Mas, finalmente, isso não seria motivo algum: até o dia da eleição, corria no TSE um recurso de nossa defesa. E, enquanto houvesse recurso, ninguém deveria ser punido em um Estado Democrático de Direito. É o mesmo caso, portanto, da campanha fascista em torno da prisão em segunda instância.

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