Manobra do imperialismo
Assim como em todos os eventos importantes no planeta, é preciso avaliar de qual lado estão os representantes dos monopólios capitalistas
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Belarusian opposition supporters with old Belarusian national flags light their smartphones as they gather at Independence Square in Minsk, Belarus, Tuesday, Aug. 25, 2020. Authorities in Belarus are steadily cranking up the pressure on protesters who are pushing for the resignation of the country's authoritarian leader. They have jailed several opposition activists, summoned others for questioning and selectively ordered demonstrators to appear in court. (AP Photo/Sergei Grits)
Manifestação na Bielorrúsia | Foto: The Associated Press

Recentemente, a situação política na Bielorrúsia passou a ser acompanhada em todo o mundo. Aleksandr Lukashenko, que já presidia o país há mais de duas décadas, foi reeleito com ampla vantagem, mas o resultado foi contestado pela oposição. Pouco tempo depois, vários protestos começaram a acontecer na Bielorrúsia, e o governo, por sua vez, decidiu reagir e reprimir os manifestantes.

A imprensa burguesa decidiu, desde o início, apoiar as manifestações. Na esquerda pequeno-burguesa, encontramos as mais variadas posições, algumas bastante próximas da imprensa burguesa, apoiando a derrubada de Lukashenko, outras que procuram ficar em cima do muro, alegando que as contradições do governo seriam motivos suficientes para legitimar os protestos, mesmo que o imperialismo estivesse financiando os manifestantes.

Um exemplo desse tipo de posição podemos encontrar no texto “Movimentos contestatórios na Bielorrússia”, assinado por Pedro Bogossian Porto e publicado pelo portal Brasil 247 no dia 27 de agosto. Após analisar a situação no país, Porto conclui que:

“A situação da Bielorrússia é efetivamente delicada. Se, por um lado, os protestos têm sido estimulados por grupos ocidentais para desestabilizar um importante aliado russo, por outro não se pode ignorar a natureza imperialista da presença russa na região, que limita o desenvolvimento e a autonomia dos países em sua área de influência. Mais importante, porém, é necessário reconhecer a legitimidade dos movimentos de rua, que reivindicam a consolidação dos direitos civis e políticos da população. Isso significa, certamente, garantir o respeito às liberdades fundamentais, mas passa também pela implementação de um sistema eleitoral (e político) mais transparente, cujos resultados reflitam o real interesse dos cidadãos. Nesse cenário, são auspiciosos os movimentos que vêm sendo feitos para buscar a mediação internacional e resolver pacificamente os conflitos, que já duram mais de duas semanas”.

Certamente, o fato de a Bielorrúsia não ser um país tradicionalmente analisado pela esquerda brasileira, uma vez que tem um papel secundário na política mundial, faz com que a análise exija bastante prudência. No entanto, uma onda de manifestações não pode ser apoiada simplesmente porque se trata de uma série de protestos. É preciso analisar, acima de tudo, os interesses que estão em jogo. E, no caso da Bielorrúsia, isto está bastante claro: o país é fortemente baseado na economia estatal, sendo objetivo do imperialismo destrui-lo.

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