Qual é a “meritocracia” do general que está comandando os Correios?

Sisfron em DouradosFoto-Valdenir Rezende13-11-2014

O general Juarez Aparecido de Paula Cunha, assumiu na quinta-feira passada (dia 08) a presidência golpista da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) indicado pelo ministro golpista Giberto Kassab do PSD (Partido Social Democrata), já indicado como futuro secretário do governo de João Dória, em São Paulo.

Em seu discurso de posse, o general deu ênfase que em sua gestão a frente dos Correios, não haverá mais indicação política para os cargos de direção, apesar que ele já é um caso de indicação política, afirmando que a empresa será governada com base na meritocracia (merecimento na carreira).

Diante disso, a pergunta que se faz é qual é a meritocracia do general para virar presidente dos Correios? Ele já foi carteiro? ajudou a desenvolver os Correios no Brasil?

Claro que a resposta é não. O general é um homem de confiança do alto comando militar no país, que hoje está dando suporte para o golpe de Estado no Brasil, a fim de que o governo brasileiro facilite a privatização e destruição das empresas brasileiras a serviço dos grandes capitalistas internacional.

O general Juarez, incorporou as Forças Armadas em 1969, entrando na academia militar das agulhas negras, em Resende/RJ, época do auge do golpe militar. Um ano após o AI5 (Ato Institucional n° 5) que promoveu uma política repressiva a todos os brasileiros.

Foi instrutor de oficiais na escola de Comando e Estado-Maior do Exército;

Sempre esteve ligado aos Departamentos de relações Internacionais e de Inteligência do Estado-Maior do Exército; tendo já morado em Washington, nos Estados Unidos.

Participou de cargos importantes no Ministério da Defesa e do Ministério das Comunicação e sempre atuou dando suporte para a política de privatização da ECT.

Nesse sentido, o mérito do General para ganhar o cargo de presidente dos Correios é a sua submissão a política internacional dentro do Brasil, a de pilhar o patrimônio do povo brasiliero, a começar por essa empresa, a ECT, a maior empresa de Correios da América Latina.

Somente a mobilização dos trabalhadores pode barrar a destruição dos Correios, o general entrou na jogada para fazer esse processo na força.