Carrefour
Diante de todos os ataques que sofre a população negra no Brasil, não serão a demagogia, as medidas paliativas e leis punitivas que mudarão essa triste realidade
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João Alberto Silveira Freitas. Espancando até a morte por seguranças do Carrefour | Foto: Reprodução

As últimas pesquisas divulgadas em relação aos negros no Brasil, mostra aquilo que bate recordes todos os anos. Maior parte de jovens mortos pela policia são negros, crianças assassinadas pela policia são maioria negros, a quantidade de homicídios registrados no Brasil anualmente a maioria são de negros, população carcerária brasileira tem muito mais negros do que brancos, taxa de desemprego antes e depois da pandemia é maior entre os negros, violência contra a mulher aumenta a cada ano e maior parte dos casos são contra mulheres negras, numero de pessoas em situação de miserabilidade e situação de rua cresce no país e a maior parte da população nessa situação, para surpresa de absolutamente ninguém, são as pessoas negras. Não temos esse dado, mas é bem provável que a maior parte de mortos pela pandemia de Covid-19 também sejam os negros.

Esse Diário denuncia praticamente todos os crimes cometidos contra a população negra no país, e aponta que único caminho para reverter a situação é o da mobilização e da organização política do movimento negro. Diante das manifestações que tem acontecido em todo mundo, principalmente nos Estados Unidos e no Brasil após assassinatos de pessoas negras, tem levado a burguesia a tomar medidas paliativas e demagógicas em relação ao tema, para tentar evitar aquilo que pode e deveria, se tornar um levante revolucionário contra o sistema capitalista, que é o principal responsável por todos os ataques que sofrem a população negra no mundo todo. A imprensa imperialista junto a grandes conglomerados nacionais e internacionais criam propostas e ideias absurdas e superficiais, que segundo eles seriam para combater um “racismo estrutural”.

A tese de racismo estrutural, “cultural”, é uma tese abstrata de que a sociedade teria sido educada para hostilizar e diminuir os negros. Logo, que para reverter esta condição, seria necessário uma reeducação da população, para combater esse tipo de opressão. No caso do Carrefour por exemplo, onde seguranças do supermercado espancaram até a morte João Alberto, foi montado um “Comitê Externo sobre Diversidade e Inclusão”, com algumas figuras negras, supostamente especializadas sobre o tema para tentar “conscientizar” seu aparato de repressão e funcionários em relação ao racismo. Por outro lado anunciaram a contratação de uma porcentagem de trabalhadores negros. Essas medidas não passam de operações que jogam areia nos olhos da população, para tentar limpar a imagem da marca Carrefour após o crime cometido.

Prevendo uma possível revolta popular de grande envergadura, os políticos, as Câmaras legislativas, também fazem sua parte para abafar os casos de crimes contra os negros. Orientados por uma política punitiva direitista, apoiados por um setor pequeno burguês da esquerda no país, criam e aprovam leis ainda mais repressivas, contra crimes de racismo. Como é o caso do Projeto de Lei 5406/20 de autoria do Senador Paulo Paim do PT, aprovado poucos dias após a o assassinato de João Alberto, que prevê o aumento de pena dos crimes previstos no Código Penal quando houver discriminação de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional ou orientação sexual. Esse tipo de medida punitiva tem alvo certo no Brasil, negros e pobres. É muito claro que não será através desse judiciário golpista, racista e manipulado pela burguesia que a situação do negro vai mudar no país.

Na mesma toada do Comitê Externo do Carrefour, alguns membros de movimentos negros no Brasil lançaram a “Frente Nacional Antirracista”. O objetivo da Frente é ampliar para além de apenas um supermercado a falsa luta contra racismo. Criado no inicio do mês de dezembro, cujo lema é “Sem preto, não tem desenvolvimento” vai no mesmo sentido de combate ao racismo estrutural e descriminação racial. Uma das primeiras medidas dessa organização foi se reunir com Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) – a mesma que apoia o fascista Bolsonaro e ajudou a dar o golpe de Estado de 2016 – e representantes de sindicatos brasileiros. Seguindo a mesma política artificial de tentar colocar negros em altos cargos públicos, políticos e privados, com melhores salários e fazer demagogia juntos às empresas. Isso sem jamais levar em consideração que a realidade do povo negro é uma questão econômica e de luta de classes.

Diante de toda essa bobagem, propagada por um pseudo movimento negro e pela imprensa imperialista. É preciso deixar claro que somente a mobilização, a organização, a autodefesa dos negros, com direito ao armamento, a dissolução da Polícia Militar, a derrubada do governo Bolsonaro e do regime político golpista de conjunto é que se pode levar uma mudança concreta da realidade dos negros no Brasil.

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