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Dirigentes do PT desembarcaram nesta quinta-feira (5) em São Paulo para participar de uma reunião de emergência no Instituto Lula. Depois da decisão do STF de negar o habeas corpus pedido pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sessão que durou até a madrugada de hoje, por um placar de 6×5 contra o pedido, o líder petista pode ser preso a qualquer momento.

A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, afirmou pela manhã que Lula continua sendo o candidato do partido à presidência. Gleisi Hoffmann denunciou que a prisão de Lula seria uma prisão política, e que parte do STF fez com que o Supremo negasse a Lula um direito fundamental, ao violar o princípio da presunção de inocência.

A decisão do STF permite a prisão de Lula antes que todos os seus recursos tenham sido julgados, contrariando o texto do artigo 5º, inciso 57 da Constituição Federal, que é inequívoco e diz o seguinte: “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

Outro dirigente petista manifestou-se sobre a decisão do STF que rasgou a Constituição de 1988 suspendendo a vigência de uma cláusula pétrea da carta. O senador Lindbergh Farias declarou que é preciso se mobilizar para ir até São Bernardo do Campo, cercar a residência de Lula em um cordão para defendê-lo.

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