PT celebra aniversário em ato contra a prisão de Lula e contra a intervenção

O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou nesta quinta-feira (22), na Casa de Portugal, em São Paulo, ato pelos 38 anos de criação do PT, reunindo mais de mil pessoas.

A mesa do evento foi formada pela presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; pelos líderes do Partido na Câmara, deputado Paulo Pimenta, e no Senado, senador Lindberg Farias, dirigentes de entidades nacionais dos trabalhadores, como a CUT e a CTB, do MST, da UNE, dos estudantes, da CMP, dos movimentos populares. Também estavam representados o PCdoB, por Walter Sorrentino, de sua direção nacional e PCO, por Antônio Carlos Silva, de sua executiva nacional.

No ato destacou-se a reafirmação por parte da direção do PT de manter a candidatura presidencial de Lula, diante da perseguição movida pela justiça  golpista que condenou sem provas o ex-presidente e que trabalha para levá-lo à cadeia e cassar seus direitos políticos e retirá-lo do processo eleitoral, passando por cima do que determina a Constituição, que estabelece o direito de que toda pessoa possa responder em liberdade, em todas as instâncias.

Diversos dirigentes do partido e demais entidades reafirmaram, sob intenso apoio da militância, a importante decisão que não haverá um  “plano B” e que a candidatura de Lula será mantida em quaisquer circunstâncias e que a tentativa de sua prisão deve ser enfrentada com uma ampla mobilização.

Lula destacou em sua intervenção que “todos” querem vê-lo fora da disputa eleitoral para que sobre uma vaga no segundo turno, já que sua participação assegura uma vaga para o PT. Afirmou que está “de olho naqueles que estariam disputando seu espólio e o do partido” , acrescentando, ironizando que até Michel Temer “acha que tem chance se eu não for candidato”.

Ele atacou a sentença fajuta e criminosa do juiz fascista Sérgio Moro e do TRF-4 e  ratificada em segunda instância, e disse estar “de olho” naqueles que estariam disputando seu espólio e o do partido. “Estou só olhando, só matutando o que eles estão fazendo”, avisou Lula, enquanto líderes da legenda reafirmaram que não existe “plano B” em relação à candidatura para a Presidência da República.

A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), lembrou os ex-dirigentes do partido que participaram de sua construção, destacando as figuras de José Dirceu e Genoino. Destacou Lula como sendo o “candidato de parcela expressiva do povo brasileiro” e que “é tarefa do PT cuidar de Lula. O PT não tem plano B. O plano do PT é Lula. Essa história de plano B é daqueles que não estão no nosso partido, que não querem efetivamente que a esquerda tenha um candidato competitivo.” Para ela é uma “obrigação” do partido sustentar a candidatura do ex-presidente. E  criticou a intervenção no Rio, um “recado claro que eles não vão titubear em usar a força”, concluiu.

Em sua intervenção op representante do PCO, Antônio Carlos Silva, saudou os 38 anos e o revigoramento do PT depois dos ataques da direita e quando até mesmo setores da esquerda pequeno burguesa já comemoravam sua liquidação pela direita, o que seria um derrota para o conjunto da esquerda e da luta dos trabalhadores. Lembrou a perseguição criminosa aos dirigentes do PT, como José Dirceu, e o impeachment fraudulento – realizado pela mesma corja reacionária que acaba de aprovar a intervenção no Rio – da presidenta Dilam Rousseff, sem nenhum prova.

Silva destacou a gravidade da situação, quando avança os planos dos golpistas no sentido de um golpe militar e reafirmou que a candidatura de Lula, a realização de eleições livres e democráticas, bem como a derrota das reformas dos golpistas só serão possíveis por meio de uma mobilização revolucionária dos trabalhadores e de suas organizações de luta e que para derrotar a direita é preciso a unidade da esquerda, o fortalecimento dos comitês contra o golpe, pela anulação do impeachment, em defesa de Lula, criados pelo PCO e pelo PT.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, conclamou “parem de achar que vão derrotar o PT” e sobre o Rio de Janeiro, assinalou “não queremos intervenção (militar), queremos eleições. Não ousem pôr a mão em Lula.” E o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro afirmou que o “ciclo do golpe” não acabou e que “não há alternativa a não ser tomar as ruas.”

Assista o vídeo do ato.