A reboque da direita
Desilusão com Moro, defesa da Lava Jato, do combate à corrupção e de novo julgameno para Lula, mostram o processo de dissolução da organização
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Ato PSTU 2
Manifestação do dia 1º de abril na Avenida Paulista Foto: Romerito Pontes 04/2016 |

Nesta terça (15) o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) publicou matéria sob o título “Na justiça burguesa não tem mocinhos”, onde critica o ministro golpista Sérgio Moro o Judiciário, mas defende a Lava Jato, o “combate à corrupção” e que Lula seja julgadonovamente por esses bandidos.

“Nós não defendemos a justiça burguesa e não a consideramos imparcial, nem isenta de arbitrariedades. Mas não achamos que os governantes da burguesia não devam ou não possam ser julgados por ela.” (trecho de matéria de 2017 do PSTU, citada na matéria do dia 15)

Citando os vazamentos do Intercerpt, o partido denuncia que o Judiciário é formado por “não mocinhos”, em outras palavras, formado por bandidos. Contudo, numa espécie de esquizofrenia política o PSTU defende que Lula seja julgado novamente por esses mesmos bandidos do Judiciário. E para justificar essa loucura, inventa a tese de que a luta contra a corrupção seria uma pauta democrática:

Defendemos o combate à corrupção, que é uma bandeira democrática… Defender novo julgamento para Lula, com as garantias que a lei lhe assegura não pode ser confundido com a defesa da sua inocência. Nós não defendemos a inocência de Lula à priori, pelo contrário, achamos que os governos do PT estiveram envolvidos em um mar de corrupção.” (PSTU)

Ou seja, não bastasse os anos de campanha do PSTU em apoio à Justiça burguesa e à Lava Jato na perseguição a adversários políticos, sobretudo a Lula e ao PT, a matéria busca remendar o apoio à operação. Através de uma espécie de crítica desiludida ao ministro Sérgio Moro – após o impacto dos vazamentos do Intercept tornarem insustentável a farsa, escancarando os crimes do ex-juiz e da operação – o PSTU escolheu abandonar Moro e seguir com seu apoio à Lava Jato, embarcando na política do “fora Moro, fica Lava Jato”.

Os “revolucionários” do PSTU querem fazer os trabalhadores acreditarem que ter um mecanismo para perseguir adversários políticos por fora da política, como é o “combate à corrupção”, pode ser algo democrático. Faz parecer que os golpistas que perseguiram Getúlio, Jango, Juscelino, Dilma, Lula, estão na verdade numa luta democrática e não numa desculpa esfarrapada para anular politicamente seus adversários. Parece uma confiança na democracia burguesa tal qual ou pior que a dos reformistas.

Lula e Lava Jato

O que sim achamos é que ele como qualquer outra pessoa tem direito a um julgamento regular, dentro da lei, como aliás, sempre dissemos.” (PSTU)

Após o partido ter feito campanha a favor da prisão de Lula, dada a situação atual de naufrágio da “luta contra a corrupção”, o PSTU mudou sua posição. Agora o partido “sempre defendeu” os direitos democráticos de Lula, o que é uma farsa, pois o texto procura igualar a defesa do direito às garantias individuais ao combate à corrupção, dizendo que é o “direito de não ser roubado”. Isso é feito para dizer que mesmo que os processos contra Lula sejam uma farsa e devam ser anulados, ainda assim ele não deve ter direito à liberdade porque “os governos do PT estiveram envolvidos em um mar de corrupção”

Defender os “direitos democráticos” de Lula sim, mas não sua inocência, nem liberdade

A campanha Lula Livre não é uma campanha em defesa de que Lula tenha direito ao devido processo legal. Mas sim uma campanha que atesta a inocência de Lula, defende os governos do PT, o retorno dos governos de conciliação de classes e do lulismo, acoberta a corrupção…” (PSTU)

Qualquer defesa democrática que se queira fazer de Lula requer a anulação de todos os seus processos e da operação golpista Lava Jato. Qualquer outra posição, que tem aparecido por parte da esquerda inclusive, como “Lula semi-livre”, “novos julgamentos” é uma capitulação à burguesia e à direita.

O PSTU entrou em frente única com a burguesia por Lula na cadeia e contra os direitos democráticos do povo. Inventou a tese de que o “direito” da burguesia perseguir seus adversários políticos para que “o povo não seja roubado”, está acima do direito à liberdade. Na verdade o que há é uma cobertura à perseguição que a burguesia faz contra seus adversários justamente para manter sua brutal exploração contra o povo. É uma loucura política que mostra o processo de dissolução da organização, imobilizada e indo à reboque da burguesia desde pelo menos o golpe de Estado.

Vale lembrar que no congresso da CSP Conlutas, findado no último dia 6, o PSTU aprovou o “Fora maduro e Lula na cadeia, conforme matéria do DCO do último dia 11: Conlutas e suas posições bolsonaristas.

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