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O PSTU é um partido da esquerda golpista e pró-imperialista. Em todos os lugares do mundo, se posiciona a favor da campanha imperialista de derrubada de governos nacionalistas, traindo a política elaborada por Leon Trotski de defender esses países do imperialismo.

Em artigo publicado em seu sítio na Internet, reproduz uma nota de sua organização irmã na Venezuela, a União Socialista dos Trabalhadores (UST), que não passa de um grupelho que faz frente única com a extrema-direita nas tentativas constantes de golpe de Estado contra o chavismo.

Nesse artigo, os morenistas chamam Maduro de ditador e o comparam a Bolsonaro. “Bolsonaro”, diz a nota, “tem pretensões bonapartistas no Brasil semelhantes às de Maduro”. É um absurdo comparar um governo de esquerda com amplo respaldo popular, que faz uma política social para o povo (como é o de Maduro), com um governo de extrema-direita que em um mês já impôs duras medidas contra o povo e a favor dos capitalistas, e que foi eleito em uma fraude, não tendo o apoio da maioria da população.

Entretanto, se o PSTU (que, reproduzindo a nota da UST, adere às suas posições reacionárias) utiliza a comparação esdrúxula entre Maduro e Bolsonaro para pedir abertamente o “Fora Maduro”, ele não o faz para pedir o “Fora Bolsonaro” – para ser minimamente coerente em suas posições. Pelo contrário: durante toda a campanha golpista para derrubar Dilma Rousseff no Brasil, por parte da direita e do imperialismo (semelhante à que os golpistas fazem na Venezuela), o PSTU não lutou contra o golpe e, ao invés disso, pediu o “Fora todos”, nominalmente exigindo a renúncia da ex-presidenta. Agora que “todos” se foram, ascendeu ao poder Jair Bolsonaro, como resultado imediato dessa política, e o PSTU simplesmente se calou e nunca mais pediu “Fora” para ninguém. A política do PSTU no Brasil, na verdade, resume-se ao seguinte lema: “Fora todos, menos Bolsonaro”. Na prática, é uma política de frente única com os golpistas e com a extrema-direita bolsonarista, com o imperialismo e contra a esquerda.

Voltando ao artigo, ele diz também que os protestos contra Maduro são das classes populares, mas a base social que vai às ruas contra Maduro é a burguesia e a pequena-burguesia. Devido à crise gerada pela direita e à propaganda frequente, arrastam consigo o lumpemproletariado e uma parte mais desorganizada e confusa da classe trabalhadora. Mas a maioria dos trabalhadores e das classes populares ainda está ao lado de Maduro, e isso o PSTU não mostra em seu artigo, fazendo um esquema de manipulação igual ao da imprensa burguesa.

Outro ponto bizarro descrito no papel higiênico usado que é a nota do PSTU é que o governo estaria matando o povo venezuelano de fome, por falta de remédios, e que ele afundou o país na crise, que destrói os serviços públicos e que reprime a população (se baseando em dados da direita). Trata-se simplesmente de uma mentira. O PSTU abusa, assim, da desonestidade, pois esconde que quem afundou o país na crise foi a burguesia, que desde 2013 boicota a distribuição de alimentos e remédios, e o imperialismo, que pelas sanções impede o governo de comprar remédios e comida (pois a Venezuela sempre teve de importar esses produtos). Além disso, esse discurso esconde que a direita sabota os serviços públicos, inclusive organizando atentados, incêndios e explosões em instalações petrolíferas, estações de transporte público, hospitais, universidades e vias públicas. Ademais, os dados da direita sobre a repressão são sempre manipulados pelas organizações imperialistas (como ONGs financiadas pelo governo dos EUA, que repassam seus fundos para a oposição venezuelana) para criar um clima de repressão a fim de justificar uma intervenção imperialista.

O artigo diz ainda que tudo o que ocorre na Venezuela “é de total responsabilidade do governo” – , incluindo a fuga de capitais e a falta de produção de petróleo. É mais uma mentira direitista, escandalosa, reproduzida pelo PSTU. A fuga de capitais sempre foi uma arma do imperialismo para minar o governo a ser derrubado (os capitalistas fizeram logo após as revoluções na Rússia, em Cuba, durante os golpes no Brasil em 1964 e 2016, entre muitos outros países). A produção do petróleo, por sua vez, foi brutalmente afetada pela queda manipulada pelo imperialismo do preço do barril, justamente para ajudar na destruição da Venezuela, uma vez que o país é hiperdependente desse hidrocarboneto (mais de 95% da economia gira em torno do petróleo).

Para transmitir uma falsa impressão de imparcialidade e de que sua crítica a Maduro seria pela esquerda, o partido irmão do PSTU na Venezuela (que é o autor do artigo) trata a oposição de direita como se ela não fosse de direita, fascista: ele diz que a oposição “traiu” os trabalhadores. Na verdade, essa oposição é uma oposição fascista que quer derrubar Maduro para esmagar totalmente as organizações operárias e impor um regime de terror para entregar o país ao imperialismo. Não há traição por parte de quem nunca pertenceu ao movimento, que nunca esteve ao lado dos trabalhadores.

Assim, a UST/PSTU dá a entender que Maduro e a extrema-direita são a mesma coisa. Ou melhor, que Maduro seria pior que a extrema-direita, pois enquanto o presidente seria um “ditador”, a extrema-direita teria “traído” o povo, pois, segundo a falsa narrativa morenista, a extrema-direita esteve junto ao povo nos últimos anos, enquanto Maduro não.

A mesma política que adotou e ainda adota no Brasil, o PSTU e suas organizações pseudotrotskistas, continua adotando mundo afora. Fazer isso na Venezuela, embora não tenha praticamente nenhuma capilaridade na classe operária, é um serviço prestado à burguesia e ao imperialismo, que são os únicos capazes de assumir o governo caso Maduro caia devido ao avanço golpista.

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