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Em texto de sua autoria, o presidente nacional do PSTU – Zé Maria – exorta a população do Rio de Janeiro a organizar sua autodefesa. Orientação inicialmente acertada, que descamba para a completa contradição na exposição de seu método: “parte importante desta organização é buscar e cobrar apoio dos próprios componentes das forças policiais, fazê-los ver que precisam repensar seu papel na sociedade. […] É preciso que os trabalhadores e o povo pobre se organizem, nas fábricas e nas comunidades; é preciso que os policiais se unam aos trabalhadores e suas lutas”. A paradoxal diretriz foi reproduzida em panfletos distribuídos na capital fluminense.

Para Zé Maria e o PSTU, as comunidades pobres que sempre sofreram com o fascismo institucionalizado das forças policiais devem dar as mãos aos seus opressores contra o capitalismo. Pouco importa se os esquadrões da morte que sempre dizimaram, torturaram e oprimiram a população de nossas cidades são compostos justamente pelos policiais militares. Num passe de mágica, a maioria fascista das forças policiais se converteria ao socialismo, e lutaria de mãos dadas contra a burguesia que sempre os favoreceu com indulto judicial, fornecimento de armas, e outros privilégios típicos de tais corporações. No mesmo texto, Zé Maria revela acreditar piamente que o papel da polícia do estado capitalista deveria ser “proteger as pessoas”.

O hoje moribundo PSTU se diz revolucionário, marxista e mesmo trotskista, mas tem apoiado a Polícia Militar em suas reivindicações por mais armamento e pessoal para reprimir a população pobre – em plena vigência do golpe de estado no qual o partido nunca acreditou.

Diante da intervenção militar no Rio de Janeiro, esses coxinhas travestidos de socialistas deixaram claro que estão lado a lado com as forças policiais, visando a criar não milícias populares, mas sim grupos de extermínio. De um lado, o exército criando uma nova pressão direitista com a identificação indiscriminada de cidadãos da Favela da Maré e outras comunidades. De outro a Polícia Militar – agora com o apoio do PSTU – buscando retomar o território perdido nas milícias cariocas.

Não se trata de ingenuidade. A orientação arrevesada é condizente com outras linhas defendidas recentemente pelo PSTU no papel que se propõe de correia de transmissão das políticas de direta dentro do campo da esquerda: lado a lado com os golpistas, a defesa do impeachment de Dilma; ombreando com o imperialismo norte-ameriano, a luta contra o governo nacionalista de Nicolás Maduro na Venezuela. Os sucessivos rachas no PSTU decorrentes de tantos desacertos sucessivos levam progressivamente a sigla à extinção. Em breve, somente o Ursinho do Morenismo cerrará fileiras com Zé Maria.

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