PSTU considera atentado imperialista contra Maduro “insuficiente”

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O fracasso da campanha de boicote às eleições presidenciais na Venezuela e a consequente vitória estrondosa de Nicolás Maduro levaram o imperialismo a tomar medidas cada vez mais abertamente antidemocráticas para tentar derrubar o regime chavista. No último sábado, um atentado organizado pelo governo colombiano e pelos Estados Unidos colocou a vida de Maduro em risco. O acontecimento provocou reações em todo o mundo – organizações de esquerda, como o PCO e o PT, condenaram veementemente o ocorrido. Esse, no entanto, não foi o caso do PSTU e de sua organização “internacional”.

A agremiação morenista que responde pelo nome de PSTU no Brasil e por LIT (Liga Internacionalista dos Trabalhadores) é aliado do imperialismo norte-americano em todas as ocasiões em que precisa se colocar claramente contra a política imperialista. O PSTU sempre fez coro com as campanhas da imprensa burguesa – como no caso da “prisão para os corruptos”, “viva a Lava Jato” etc.

Quando a direita iniciou, em 2014, sua campanha para derrubar a presidenta Dilma Rousseff, o PSTU se antecipou e pediu desde então o “fora todos” – isto é, a expulsão do regime político de todas as pedras no sapato do imperialismo. De fato, para o PSTU, o imperialismo estaria sendo muito modesto em suas reivindicações – seria necessário imediatamente acabar com o PT, o PMDB, o PCdoB, o PP e o PR para que o terreno ficasse livre para o PSDB e o DEM fazerem a festa.

Dessa vez, quando a direita tentou assassinar a maior autoridade da Venezuela, o PSTU veio novamente a público para dar uma aula de “imperialismo” ao próprio imperialismo. De acordo com os sábios morenistas, matar Nicolás Maduro seria uma medida muito branda para satisfazer as necessidades do imperialismo. Seria necessário, portanto, jogar na vala todas as pessoas que têm algum papel importante na sustentação do regime chavista. Isso fica claro no seguinte trecho:

“Mesmo que o suposto atentado tivesse sido bem sucedido, não teria acabado com o governo, que teria cerrado fileiras com Delcy Rodríguez (vice-presidente) e Diosdado Cabello (presidente da Assembleia Constituinte)”.

O que seria “suficiente” para acabar com o regime chavista é uma incógnita que o PSTU deixa em aberto. Diante da completa desorientação em que se encontram as organizações morenistas, não seria surpreendente ver o PSTU daqui a alguns dias clamando para que o imperialismo norte-americano jogue uma bomba atômica na Venezuela.