Autocrítica
A esquerda pequeno burguesa sempre arruma motivos para adotar medidas antidemocráticas, e quem as leva adiante não são eles, mas justamente os golpistas encastelados no regime político nacional.

Por: Redação do Diário Causa Operária

Desde o início do golpe de Estado, antes mesmo de 2016 até os dias atuais, alguns setores da esquerda pequeno-burguesa apelam para que o Partido dos Trabalhadores faça “autocrítica” de suas ações.

Marcelo Freixo é um desses políticos. Disse recentemente que o PT é negacionista por não ter reconhecido a questão da corrupção no partido. Falou que “não adianta fingir que não houve problema, não teve contradição, que não tinham coisas que deveriam ser investigadas, não da forma que foi não, com o propósito que foi, mas determinadas coisas no governo do PT deveriam ser investigadas. Claro que sim. Tivemos problemas concretos graves. Isto não é um debate de autocrítica mas de Justiça. Então não adianta o negacionismo”.

Ou seja, o PSOL quer que seja feita autocrítica do problema da corrupção do PT, quando a corrupção sequer foi provada pelo Poder Judiciário golpista, que passou anos a fio inventando provas, coagindo pessoas para falar o que se quer ouvir, como no caso das delações premiadas.

O problema é que o PSOL, se é para fazer autocrítica, não faz autocrítica pelo fato de ter apoiado a operação Lava Jato, que foi uma conspiração do imperialismo para derrubar Dilma Rousseff em 2016, fraudar a eleição de 2018, determinar a prisão de Lula, em uma ação que levou ao desmantelamento da economia nacional, que pode ter chegado a 4% do PIB (Produto Interno Bruto), como avaliou a CUT (Central Única dos Trabalhadores), e o PSOL não fez autocrítica nenhuma disso.

É preciso dizer, por oportuno, que o PSOL não é solidário nem com os próprios militantes, como foi no caso da questão contra a Luiza Erundina. Ela, Erundina, protestou contra a lambança no caso das eleições para a presidência da Câmara dos Deputados e Baleia Rossi, ato contínuo, ela foi acusada de ser meretriz política, pois foi contratada pelo vice de Fernando Collor ainda nos anos 1990.

Por outro lado, Luciana Genro foi uma das mais destacadas defensoras da Lava Jato, mas na verdade todo o PSOL apoiou a operação. Toda a liderança do partido e o PSOL como partido, de conjunto, defendeu a Lava Jato, as investigações contra uma suposta corrupção do PT que resultou no golpe de Estado.

Quando a burguesia lançou a campanha contra a corrupção, que na verdade é uma farsa total, uma fachada para fazer acerto de contas entre setores políticos do país, naquela época, o PSOL falava todo dia no tal combate contra a corrupção. O partido sempre apoiou a Lava Jato de uma maneira religiosa.

Os políticos do PSOL, do Rio de Janeiro, por exemplo, apareceram abraçados com Marcelo Bretas, magistrado que fez coisas horripilantes no comando da Lava Jato, com Caetano Veloso e outros golpistas. Sobre Bretas, é de se destacar que Gilmar Mendes, velhaco do judiciário brasileiro, disse que as coisas que o Bretas fez são inacreditáveis, como invadir escritórios, etc.

A verdade é que toda hora os esquerdistas arrumam motivos para adotar medidas antidemocráticas, e quem as leva adiante não são eles, mas justamente os golpistas encastelados no regime político nacional. 

É nesse mesmo raciocínio que a esquerda pequeno burguesa apoia as investidas norte-americanas contra a Venezuela, por exemplo, o que defendam a Lei de Segurança Nacional, como foi visto no caso da prisão do deputado direitista Daniel Silveira.

Send this to a friend