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TSE antidemocrático prepara fraude nas eleições

Política sem perspectiva

PSOL quer que Bolsonaro e “centrão” condenem matança na Colômbia

É preciso colocar a questão da autodefesa do povo colombiano contra a política repressiva da ditadura Duque e não nutrir ilusão alguma na burguesia internacional

Protesto contra o governo Ivan Duque na Colômbia – Foto: Luisa Gonzalez, AFP

Uma grande mobilização popular tomou conta da Colômbia contra a política neoliberal e o regime ditatorial, que se esconde detrás de uma fachada de democracia, do presidente Ivan Duque. Em mais de uma semana de mobilização nacional, que já fez o governo recuar e retirar a reforma tributária que punia a população e que foi o estopim da crise, já fez cair o ministro da fazenda, a manifestação popular se desenvolve e se dirige não apenas há uma medida, mas pela derrubada do governo e de sua agenda neoliberal.

A grandiosidade da mobilização, em meio a pandemia, chamou a atenção de todo o mundo, preocupou a burguesia de todos os países, ao mesmo tempo deu o exemplo para as massas populares do mundo inteiro. Outro fato que teve repercussão internacional foi a selvagem repressão organizada pelo governo contra o povo mobilizado. A ditadura de Ivan Duque já foi responsável pela morte de pelo menos oito pessoas desde o início do movimento em de abril. O mundo ficou chocado ao ver jovens indefesos sendo assassinados a sangue frio pelas forças de repressão, muitos deles registrados por celulares no meio de manifestações.

Naturalmente, essa violência inaudita do governo coloca a necessidade imediata da autodefesa da população, a criação de comitês armados ou mesmo de um exército popular para reagir a violência do governo. Essa é a posição mais consequente, o movimento deve se desenvolver e lutar pelo poder por todos os meios, uma vez que a ditadura Duque tenta se perpetuar pela força. É preciso levantar essa questão imediatamente, pelo armamento do povo colombiano e sua consequente organização.

Há setores da esquerda, no entanto, que veem na questão uma oportunidade de fazer mais uma vez sua velha demagogia de tipo eleitoral, é o caso do PSOL no Brasil. Ante o fato da extraordinária violência do governo, o PSOL, com sua profissão de fé na democracia burguesa, mesmo no momento em que essa se encontra totalmente decaída, propôs que o regime bolsonarista e o Congresso Nacional dominado pela direita se pronunciassem contra o massacre que o governo Duque está realizando.

Em uma nota da comissão executiva do PSOL podemos ler:

A América Latina está mergulhada em uma profunda crise sanitária, econômica, social e ambiental. A pandemia de Covid-19 e seus efeitos econômicos impactam, sobretudo, as classes médias e o povo pobre. É neste contexto que o Governo Duque na Colômbia tenta impor uma reforma tributária que aumenta impostos sobre o consumo. Novamente, quem paga a conta, de uma agenda imposta pelo FMI, são os mais afetados pela pandemia. No dia 28 de abril, em resposta a essa truculência econômica, o povo colombiano tomou às ruas em um paro nacional que, rapidamente, foi reprimido pelas forças policiais com um saldo estarrecedor de 35 mortos, dos quais 27 foram na cidade de Cali.

Hoje, o mundo acompanha assombrado as brutais cenas de violência policial, típicas do Terrorismo de Estado. Duque dá continuidade a política criminalização dos protestos, que caracterizaram os anos de Governo de Álvaro Uribe, mesmo após a celebração dos acordos de paz.

A partir do dia 28 de abril, após as graves agressões e assassinatos, o povo Colombiano deflagrou a Greve Geral e os protestos tomaram proporção nacional e multitudinária, com mobilizações em mais de 600 cidades, inclusive nas mais importantes (Bogotá, Barranquilla e Medelim). Numa reação autoritária à democracia das ruas, o governo colombiano vem, sistematicamente, assassinando e executando líderes de movimentos sociais, dirigentes sindicais e indígenas e de jovens ativistas.

É importante que a comunidade internacional repudie a violação de direitos humanos na Colômbia;
É necessário pôr fim a política ao terrorismo de Estado imposto pelo governo de Duque;
Exigimos que a Comissão de Relações Exteriores do Congresso Nacional condene as ações de repressão e morte do governo colombiano;
Exigimos que o Ministério de Relações Exteriores condene as ações de repressão e morte do governo colombiano;
Estaremos atentos à violação de direitos humanos na Colômbia, e nos somamos aos esforços de solidariedade ao povo colombiano e ao internacionalismo latino-americano.

Executiva Nacional do PSOL, 7 de maio de 2021”

O PSOL apela para as instituições reacionárias do Brasil como meio de pressão contra a violência do Estado colombiano, esquecendo que essas instituições estão completamente de acordo com a política de Ivan Duque, até ontem o ministro das relações exteriores, Ernesto Araújo, era um dos elementos mais direitistas e ideológicos, de extrema-direita, aliando de Ivan Duque, o novo ministro não é muito diferente. O congresso Nacional brasileiro está dominado por um sem número de Ivans Duques, deste ponto de vista a pressão institucional que o PSOL quer impor é absolutamente inócua, por que sem mínima condição de se realizar. De outro lado uma ação puramente institucional, que na verdade não passa de campanha eleitoral adiantada, não pode atender as necessidades do povo.

A questão é levantar a autodefesa dos trabalhadores colombianos, que devem se armar e constituir grupos de defesa contra as forças de repressão e isso é urgente, não é possível confiar nas instituições estatais nacionais ou internacionais que não farão nada pelo povo colombiano, ao contrário, as instituições colombianas são cúmplices da política do massacre levado a adiante por Ivan Duque. Essa é a única forma de se contrapor a política repressiva e terrorista do estado colombiano.

Aquilo que ocorre na Colômbia é um exemplo para o Brasil, levantar as massas contra o governo ditatorial e reacionário, levando a luta até às últimas consequências. Exigências institucionais dessa que faz o PSOL não valem absolutamente nada, é preciso impulsionar a mobilização tanto aqui como lá, é preciso superar as vacilações e as direções pequeno-burguesas e dar ao movimento uma forma que possa realmente levar a vitória sobre o governo. Essa luta deve ser travada por todos os meios que se apresentem necessários

Impulsionar a mobilização popular e a organização do povo, sem nenhuma confiança nas instituições, são questões fundamentais para o mobilização massiva do povo contra a burguesia golpista.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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