Oportunismo político
PSOL de Porto Seguro (BA) é um pequeno exemplo da sabotagem da campanha pelo Fora Bolsonaro dentro da esquerda
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Após dizer que não foi golpe em 2016 e defender Moro e a Lava Jato agora atrapalha o Fora Bolsonaro | Imagem: reprodução

Após um período de paralisia da esquerda nas ruas, atos estão ocorrendo quase que diariamente por todo o país contra demissões, cortes de salários e a violência policial. Nessa onda de manifestações, a Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo se reuniram com mais de 300 representantes de todo país e deliberaram um calendário de mobilizações e a convocação de atos pelo Fora Bolsonaro. Foi deliberado um ato nacional via redes sociais no dia 13 de junho com a possibilidade de atos presenciais nas cidades e estados do país.

Seguindo esses encaminhamentos, as duas Frentes na cidade de Porto Seguro se reuniram num fórum chamado de “Fórum de Luta de Porto Seguro” para deliberar sobre as mobilizações. Vamos dar o relato das reuniões que mostram uma enorme sabotagem do PSOL na cidade de Porto Seguro, apesar de toda a fachada de esquerda.

Na reunião das duas frentes nacionais foi deliberado um dia de agitação e convocação para o ato do dia 13 de junho. Esse dia de agitação e mobilização ficou para o dia 5 (sexta-feira passada).

Na reunião convocada em Porto Seguro para organizar a agitação do dia 5 foi um show de horrores e sabotagem por parte do PSOL do município através de seus representantes. Como na discussão política não conseguiram se contrapor a mobilização, duas integrantes do PSOL realizaram uma cena típica de novela mexicana, conhecida por cenas melodramáticas.

Após o encerramento das falas, a presidente do PSOL da cidade fez uma fala de colocar qualquer ator mexicano com inveja. Disse que já tinha sentido os sintomas do coronavírus e que não desejava isso para ninguém, contando tudo que tinha passado.

Numa tentativa desesperada de tentar cancelar qualquer tipo de ato outra representante do PSOL, que é dentista, disse que era especialista em epidemias e fez uma fala desesperada e aterrorizante para não sair de maneira nenhuma nas ruas. Imagina uma dentista especialista em epidemias!

Mesmo com toda essa encenação mexicana não conseguiram manobrar para não ter um ato presencial.

Não conseguindo acabar com a atividade, tentaram tirar o ato que seria realizado em um bairro popular, no caso o bairro do Baianão, para realizar em frente a prefeitura no centro da cidade, que estava completamente esvaziado.

Apesar de todas as tentativas de manobras o ato ocorreu na praça da caixa d`água no bairro do Baianão.

 

Sabotando o ato do dia 13 de junho

 

Passado o ato de mobilização para o dia nacional de Fora Bolsonaro no dia 13, o PSOL participou ativamente para não houvesse reunião para organização novamente do ato ou para que a reunião para poucos dias antes e não haver nenhum tipo de convocação.

Com vários argumentos que não deveriam ser de nenhum representante de entidades sindicais ou de partido de esquerda como “tenho compromisso familiar” ou “tenho reunião” não queriam marcar a reunião para o próximo dia 08/06 e sim para o dia 10 ou até 11/06, onde não teria o mínimo tempo para chamar os trabalhadores para o ato Fora Bolsonaro.

Todas essas atividades mostram uma tentativa aberta de sabotagem de qualquer ato pelo Fora Bolsonaro num momento em que a direita avança a passos largos na cidade para obrigar os trabalhadores a se sujeitarem ao coronavírus, com milhares de demissões e cortes de salários.

 

 

Em vez de lutar, eleições

 

Fica evidente a política eleitoreira e mesquinha do PSOL, que não é somente em Porto Seguro, que substituem a luta dos trabalhadores e suas reivindicações para eleger parlamentares que ficam emitindo notas de repúdio e recorrendo à justiça.

Tanto é assim, que até não querer ir até os bairros mais populares e organizar a população pobre e trabalhadora e querer atos em frente a câmara de vereadores que está fechada na pandemia, localizada no centro e esvaziada devido ao isolamento social e fechamento do comércio e turismo.

Apesar de todo o discurso de aparência radical e contra Bolsonaro, na prática não fazem nada porque apenas fazem isso por demagogia eleitoral.

Um bom exemplo vem um dos principais representantes do PSOL, o deputado do Rio de Janeiro Marcelo Freixo que se opôs a qualquer tipo de luta pela Fora Bolsonaro. Em entrevista ao Portal UOL disse que era contra o impeachment e defendeu que não é a hora de retirar Bolsonaro do poder.

É evidente que o PSOL não quer fazer nenhuma luta real. Quer usar da palavra de ordem que é extremamente popular entre a população do Fora Bolsonaro para ter ganhos eleitorais e obter alguns votos na cidade. Usam apenas o Fora Bolsonaro para como estratégia eleitoral.

Fizeram isso em outros momentos de mobilização em Porto Seguro, como a recusa total da palavra Fora Bolsonaro no ano passado e nos atos de anos anteriores de contra colocar nos atos a defesa de Lula e contra sua prisão.

É preciso denunciar essa política oportunista porque serve apenas para desmobilizar a luta e a organização contra a direita e Bolsonaro.

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