Eleições na capital baiana
Hilton Coelho, candidato do PSOL em Salvador, faz demagogia com “co-candidaturas” de mulheres negras e finge não ser frenteamplista
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Hilton Coelho (PSOL)
Foto: Facebook/Hilton Coelho
Hilton Coelho (PSOL) | Foto: Facebook/Hilton Coelho

O candidato a prefeito de Salvador pelo PSOL, Hilton Coelho, no debate entre os candidatos a prefeitura de Salvador, realizado na quarta-feira (4/11), não perdeu a chance de fazer demagogia com identitarismo. O partido, já famoso por seus bizarros mandatos coletivos (que de coletivos só têm a propaganda), agora lança a “co-prefeitura”. A manobra é completamente demagógica, servindo apenas para causar uma impressão de inclusão, porém, não passa de uma fraude da maior espécie.

Perguntado por um jornalista sobre a razão do PSOL, um partido que se autodenomina progressista, nunca ter apresentado uma mulher como candidata à prefeitura de Salvador e ao governo do estado da Bahia, Hilton Coelho fez um verdadeiro malabarismo com as palavras. Para justificar sua candidatura, citou a suas “parcerias” com mulheres negras. Entretanto, estas “parcerias” nada mais são que uma fraude para que os candidatos do PSOL se promovam em cima do identitarismo.

É bastante interessante notar que as tais lideranças femininas e negras não repetem a “parceria”, sendo trocadas eleição-após-eleição, mas sempre mantendo os mesmos nomes dos candidatos principais. Aparentemente, as trajetórias de afirmação para elas nunca chega. Isto escancara a demagogia feita com a luta das mulheres e dos negros por elementos que possuem interesses somente eleitorais.

O PSOL, assim como os demais partidos da burguesia e da pequena-burguesia, existe como um partido de candidatos e não de um programa. Basta ver que elementos fundamentalistas como Cabo Daciolo e Heloísa Helena foram quadros do partido, mesmo sendo contra pautas das mulheres como o aborto.

Hilton também continuou a demagogia ao afirmar que o PSOL não faz alianças com a direita, como fazem PT e PCdoB. Pois isto trata-se de uma grande mentira! O candidato, em uma de suas falas, chegou a citar, como grandes nomes do PSOL, Marcelo Freixo e Guilherme Boulos. Ambos psolistas são dois dos principais “patrocinadores” da frente ampla com FHC, Sarney, Mandetta, Ciro Gomes e outros golpistas.

Fica claro que o objetivo do candidato é “jogar fumaça nos olhos da população”, iludindo todos com a falsa propaganda de que faz alguma oposição a Bolsonaro. Trata-se de uma grande fraude, um canto da sereia para atrair os mais desavisados. A tática lembra muito a tática utilizada por ACM Neto para esconder seu apoio a Bolsonaro.

Portanto, é necessário denunciar a demagogia utilizada pelos candidatos da esquerda eleitoreira para se promover às custas da figura dos oprimidos e chamar toda a esquerda a romper com a política de alianças com a direita e integrar uma verdadeira frente de esquerda para derrubar Bolsonaro com uma luta real e pela ampla mobilização pelos direitos políticos do presidente Lula, perseguido pela direita golpista.

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