“Só tem arrego!”
PSOL e PSTU votam contra a mobilização dos professores, que lutam contra a volta às aulas no meio de uma pandemia genocida
São Paulo- SP- Brasil- 08/05/2015- Assembléia dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo, no vão livre do Masp, na avenida Paulista. Durante a assembléia, os professores decidiram continuar em greve. A paralisação dos profissionais já dura 54 dias.

Foto: APEOESP
Corrente do PCO, Educadores em Luta defende atos de rua contra o genocídio | Foto: Apeoesp/Fotos Públicas
São Paulo- SP- Brasil- 08/05/2015- Assembléia dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo, no vão livre do Masp, na avenida Paulista. Durante a assembléia, os professores decidiram continuar em greve. A paralisação dos profissionais já dura 54 dias.

Foto: APEOESP
Corrente do PCO, Educadores em Luta defende atos de rua contra o genocídio | Foto: Apeoesp/Fotos Públicas

Terminaram, no começo da tarde de hoje (19), as assembleias regionalizadas do Sindicato dos Professores da rede estadual (APEOESP), com a participação de cerca de mil professores, realizadas de forma virtual.

A maioria das assembleias deliberou por ampla maioria pela continuidade da greve e, pela primeira vez, desde o seu começo, duas semanas atrás, foi aprovada a realização de um ato-caminhada-carreata, na próxima semana, na Avenida Paulista, unificada com os trabalhadores da Educação do Município de São Paulo.

Houve oposição em apenas uma das três assembleias regionalizadas, a do Bloco 2 – da Capital e Grande São Paulo, onde se agrupou uma maioria de subsedes dirigidas pela ala da diretoria que se reivindica como oposição (mesmo estando na direção da APEOESP há mais de 20 anos), e que é liderada por militantes do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), mais especificamente, pela ala do PSOL oriunda do PSTU, chamada de Resistência.

Estes se opuseram à greve desde antes do seu começo, trabalharam para sabotar a mobilização (defendendo em várias regiões que os grevistas deveriam voltar ao trabalho e assinar o ponto nesta segunda semana de greve). Nesta empreitada pelega, os psolistas foram apoiados pelo PSTU/Conlutas e outros pequenos grupos.

Depois de duas semanas, sem apresentar quaisquer propostas de mobilização, em favor da greve, de não publicarem um único boletim, não organizarem nenhum ato contra a política criminosa do governo, o PSOL apresentou – em todas as regiões do Estado – a defesa do fim da mobilização que é a única arma dos trabalhadores da Educação para evitar a ampliação do genocídio de Doria, Covas e Cia. contra os educadores.

Saiba mais sobre as assembleias e sobre a continuidade da greve assistindo ao programa Comando de Greve, às 20h, na Causa Operária TV.

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