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Desde sua formação, quando políticos pequeno-burgueses do PT racharam com o partido e formaram outro, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) vem demonstrado seu caráter burguês. O programa do partido, que é extremamente abstrato, o direciona incondicionalmente a funcionar tal qual um partido burguês, isto é, o partido apenas serve como legenda partidária para lançar qualquer tipo de candidato que queira fazer carreira política institucional.

Assim, por ser uma frente eleitoral de políticos profissionais, o Partido reúne em suas fileiras diversos indivíduos oportunistas e direitistas, desde sionistas, policiais, defensores da bíblia (como o cabo Daciolo) até político (e correntes partidárias) que defendem abertamente o imperialismo e a ditadura do judiciário – a Lava Jato, a interferência do poder no legislativo, etc.

Agora, desta vez o PSOL abriu as portas para Henrique Vieira e Orlando Zaccone, um pastor evangélico e um delegado de polícia. Isso é reflexo da política direitista que vem tomando conta do partido sobretudo neste momento de golpe. Os direitistas veem no partido uma oportunidade de desenvolver a carreira política individual. A “liberdade” do Partido Socialismo e Liberdade é, na verdade, a velha maneira de colocar um partido supostamente de esquerda à mercê da política burguesa.

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