Para barrar revolta popular
Em meio a retomada da mobilização popular no estado, deputado bolsonarista faz um chamado ao aumento da repressão estatal, para impor uma ditadura contra o povo
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Deputado estadual Do Carmo (PSL-PR) | Foto: Reprodução

Após a expulsão da carreata bolsonarista por parte das torcidas e do PCO, no último dia 31/5, e a retomada da mobilização popular no estado, a burguesia paranaense ficou com medo do resultado visto no dia seguinte (1º/6) como uma manifestação de mais de mil jovens pelo centro da capital.

Por isso, no dia 3 de junho, logo após os atos dos dias 31 e 1º, o bolsonarista deputado estadual Do Carmo (PSL-PR), enviou a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), um projeto de lei pedindo a proibição das manifestações no estado.

Por isso, como forma de impedir as manifestações contra os golpistas no Paraná, o deputado bolsonarista lançou mão de um projeto de lei para proibir atos públicos em todo o estado.

O que chama a atenção é a demagogia no texto do projeto e o seu mal disfarçado viés ditatorial.

“Curitiba, 03 de junho de 2020. DO CARMO Deputado Estadual Líder do Bloco PSL/PTB

JUSTIFICATIVA Em virtude do atual estado de pandemia causado pelo coronavirus COVID19, considerando ser a vida o bem mais valioso da Constituição Federal, proibir atos que gerem aglomerações em lugares e/ou espaços públicos, tem o intuito único de evitar o contato próximo de pessoas e uma exposição excessiva ao virus COVID19, sendo uma medida necessária pata preservar a saúde dos paranaenses.”

O pedido, obviamente, não visa proibir a aglomeração no transporte coletivo, nos terminais de ônibus, estações tubo de Curitiba ou na indústria e no comércio, mas sim “preservar a saúde” dos parananenses apenas quando eles queiram se manifestar políticamente.

E segue escancarando sua inclinação totalmente ditatorial:

“Não se trata de contrariar a livre manifestação do pensamento e de oposição a qualquer medida ou atitude governamental e sim de proteger a população dos efeitos da pandemia, que se encontram severo crescimento em território paranaense…”

Oras, claro que se trata! A medida é uma clara investida contra a esquerda e a população, que se levantaram contra a extrema direita e os governos golpistas nas ruas. Mais, se os efeitos da pandemia crescem no estado e na capital, é justamente pela omissão total dos golpistas!

“Conforme boletim epidemiológico de 31 de maio de 2020 é possível constatar um aumento em 60% dos casos de C0VID19 em apenas uma semana no Estado do Parana. Como já divulgado por cientistas, este coronavirus é de fácil contagio, ou seja, a proximidade das pessoas facilitam sua propagação, portanto as aglomerações, mesmo que garantidas constitucionalmente, devem ser evitadas a qualquer custo para preservação e proteção de um bem maior: A VIDA. Note-se que esta lei vigorará só enquanto durar os efeitos do decreto de calamidade pública instituído no Estado do Paraná. A temporariedade deste projeto de lei é determinada no próprio artigo 3°, por se tratar de garantia constitucional de liberdade de manifestação. Por todo o exposto, conto com a aprovação deste projeto de lei como medida de humanidade, que coloque a saúde e a vida dos paranaenses como prioridade absoluta.”

Com essa declaração absurda, o deputado tenta cassar a constituição federal de 88 e revela que seu medo é justamente que a população ocupe as ruas para enfrentar a extrema direita e os golpistas, como fez nos últimos dias 31/5, 1º/6, 7/6, 13/6, 14/6, 21/6.

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