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Crise do regime político

PSDB, um partido decadente

Junto com o regime atual brasileiro, o PSDB caminha para o abismo com a crise atual

FHC é o símbolo da decadência tucana – Foto: Aécio Neves/Flickr

Inicialmente o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) surgiu no Brasil como uma tentativa deturpada e anacrônica de se fazer no País aquilo que ocorre, por exemplo, nos países europeus, com partidos social-democratas servindo como ala esquerda do regime político. No entanto, ao longo dos anos, o partido foi deixando a roupagem pseudoesquerdista de lado e acabou rapidamente por se transformar no partido oficial da burguesia e do regime político do país.

Essa mudança de postura se deu, principalmente, após o primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso. O acadêmico e professor da USP,  até então, era apontado como sendo uma personalidade de esquerda, apesar de ter feito parte do governo de Itamar Franco (MDB). Seu histórico como acadêmico também dava um ar esquerdista ao político, já que FHC havia publicado livros como Dependência e Desenvolvimento na América Latina (1969), no qual se aproximava de correntes ditas marxistas na época.

No entanto, assim como o chamado “Plano Real”, a partir do primeiro mandato de FHC, o que se viu foi uma intensificação por parte do então presidente e do PSDB da política neoliberal, que não só devastou a indústria brasileira, como levou milhões de brasileiros à miséria.

O partido se transformou no porta-voz do imperialismo dentro do Brasil, junto de outros partidos como DEM e MDB. Ao mesmo tempo, se transformou em um partido extremamente impopular para todos os brasileiros que passaram a enxergar no partido o regime de exploração e miséria imposto aos brasileiros pelo imperialismo, com privatizações, rebaixamento dos salários, queda na qualidade de vida da população e outros.

Porém, por conta de o partido ter se transformado justamente no partido oficial do regime político, seus resultados eleitorais foram mantidos por certo tempo. O exemplo do estado de São Paulo é o mais claro neste sentido. Com uma burocracia

toda tomada pelos tucanos, o estado vive uma ditadura do PSDB. Apesar de ser o estado em que a classe operária é maior, onde surgiu o PT e a maioria dos partidos de esquerda, em que as greves dos metalúrgicos do ABC derrubaram a ditadura e em que o próprio Partido dos Trabalhadores chegou a ganhar 3 vezes a prefeitura, além de ter chegado a comandar toda a Grande São Paulo, o PSDB continua a ter o controle estatal desde 1995.

Detestado por todos os trabalhadores do estado, com inúmeras greves de professores contra o partido e sendo o motivo pelo qual as manifestações de 2013 se iniciaram, o partido continua no poder de São Paulo graças não só à burocracia estatal que foi tomada pelos tucanos, mas também por conta da fraca oposição, principalmente de partidos como o PT, que nunca foram de fato para cima do PSDB e preferiram jogar panos quentes nas mobilizações que pretendiam tirar o partido do controle estatal, como fez Fernando Haddad enquanto era prefeito da capital em 2013.

Já em âmbitos nacionais, o partido conseguiu ter maior relevância até 2014, quando tentou emplacar Aécio Neves como presidente, em uma campanha praticamente de extrema direita, apoiada no movimento golpista que culminaria com a derrubada de Dilma em 2016.

Após esse período, com o PSDB entrando no governo de Michael Temer e sendo um dos responsáveis pelo golpe, o partido entrou em falência. A polarização que se abriu entre a esquerda, representada pelo PT e a extrema direita, que na época não estava bem definida mas que se transformou no que é hoje o Bolsonarismo, o partido, assim como todo o chamado “centrão”, desmoronou.

Já nas eleições de 2018, apesar de a burguesia tentar até o último minuto emplacar a vitória de Geraldo Alckmin para presidente, o resultado foi pífio, obtendo 4,76% dos votos. Se antecipando a isso, seu até então pupilo João Doria já havia dado sinais de que apoiaria Bolsonaro, indo mais à extrema direita e adotando o pseudônimo de “Bolsodoria”, para conseguir se eleger frente ao candidato que passou a representar a burocracia tucana do centrão até então, Marcio França do PSB.

Após as eleições, em busca de se lançar como candidato presidencial da terceira via, Doria rompeu com Bolsonaro e caiu novamente na desgraça do centrão. 

 

A queda do PSDB demonstra que o regime político como um todo está desmoronando. O partido que até então era o oficial do regime político viu todo seu eleitorado direitista e inimigo do povo migrar para a extrema direita.

Isso demonstra que não há mais futuro nem para o partido, nem para o regime político em si. O futuro do país está na disputa entre a esquerda e a extrema direita. Caso a primeira vença, o controle do estado terá maior participação do povo. Caso o resultado do embate seja a vitória da extrema direita, o país pode mergulhar em uma ditadura ainda mais feroz contra os trabalhadores.

Sendo assim, qualquer sinal de aliança com o regime atual pode ser muito prejudicial para ambos os lados. Ter o PSDB como um aliado demonstra a aliança com o regime político, o regime das privatizações, do caos social, da miséria, da fome e da destruição da saúde que resultou nas centenas de milhares de mortes por coronavírus.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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