Vacina privatizada
Dória quer vender a vacina, não vacinar os paulistas
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RJ 25-05-2017. Vacinação na Creche do Batan.
Fotógrafo: André Gomes de Melo
Governo de São Paulo já planeja a venda de 4 milhões de doses de vacina sem nem oferece-la ao povo | André Gomes de Melo

Recentemente o governo do Estado de São Paulo, através de seu secretário da saúde, Jean Gorinchteyn anunciou o calendário de vacinação contra o coronavírus, a vacina chamada Coronavac, que foi elaborada pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Porém, segundo informado, a população só terá acesso a vacinação a partir de 25 de janeiro caso haja liberação da Anvisa ainda em dezembro, com a afirmativa de que ela seja realmente eficaz e segura no combate a contaminação, algo que ainda não é definitivo porque a fase de testes de eficácia está ainda na terceira etapa.

Mas nem bem anunciado o calendário e garantida a imunização da população do Estado, os governos de Dória e Covas já estão de olho nos possíveis lucros com a venda da vacina para outros Estados e até de outros países, como a Argentina, que segundo o secretário, demonstrou interesse na compra da vacina. O governo pediu para a Anvisa registro emergencial para uso imediato e o registro regular mais demorado e definitivo alegando a urgência de vacinar toda a população paulista, porém pelas conversas anunciadas pelo próprio governo, o grande interesse na aprovação da CoronaVac é puramente financeiro.

Jean mencionou esta terça feira (8), em uma entrevista, a venda de 4 milhões de doses para outras regiões do país mesmo a vacina não estando ainda nem pronta, mas que o laboratório tem a capacidade de produzir um milhão de doses da vacina por dia. Ou seja, existem estimativas bem altas para a produção acelerada e a “venda” da vacina.

Estas são as negociações atuais do governo em pleno período de uma crise sem precedentes. O Estado de São Paulo tem estado em franca decadência com a administração do PSBD a mais de vinte anos, existe um abandono total da infraestrutura das cidades e com a qualidade de vida das pessoas, principalmente nas regiões mais empobrecidas, situação muitíssimo agravada pela pandemia.

Com mais de 1 milhão de contaminados e rumo aos cinquenta mil óbitos, maior número do país, os golpistas de São Paulo, apesar da demagogia em relação ao combate a doença, nada fizeram para proteger a população, ficando esta a própria sorte, enfrentando transporte lotado, ausência de atendimento médico adequado, desemprego, precarização do trabalho, miséria, impossibilidade de praticar isolamento social e outras mazelas que somente o PSBD golpista com seu programa de privatizações e terceirizações é capaz de proporcionar.

Não era realmente de se esperar que esse governo encarasse com seriedade o problema da vacina e da imunização do povo de São Paulo, como tudo o que passa pela mão de Dória, a vacina contra o Covid também irá virar um meio de tirar vantagem e lucro para encher os bolsos dos seus amigos capitalistas se nada for feito.

É preciso defender sim a rapidez no processo da vacina, mas tendo em vistas a imediata imunização de toda a população, posição totalmente contrária à do governo de São Paulo, mas os movimentos de luta devem exigir a vacina segura para proteção de todos, sem exceção.

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