Direita criminosa
Governador do estado manobra reclassificando a educação como atividade essencial, podendo ocorrer presencialmente em qualquer grau de contaminação
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Reinaldo Azambuja, PSDB, aliado dos capitalistas da educação no MS | Foto: Reprodução do site do governo do MS.

Em meio a um novo surto de COVID-19, o governo do Mato Grosso do Sul (MS), Reinaldo Azambuja, PSDB, reclassifica em manobra jurídica as atividades de educação básica e superior no estado como de caráter essencial. A manobra é um escândalo escancarado, pois a educação não é serviço essencial em nenhum lugar do mundo. O que deixa claro que o governador atua para os empresários, que não ligam de jogar as crianças para um genocídio de contaminação.

O MS vem sofrendo com um aumento vertiginoso dos números de casos de coronavírus. Os leitos já estão, segundo reportagens, 104% ocupados na central Campo Grande, ou seja, na capital, lugar onde a população deveria ter mais amparo, já apresenta filas de pessoas doentes sem vagas nos hospitais. Na terça-feira (15), os dados confirmaram mais 650 infectados, e mais 18 mortos pela doença, números que demonstram grande potencial de crescimento, segundo mostram as estatísticas.

O estado já conta mais de 115.000 infectados, e está à beira de 2.000 mortes. Na segunda-feira (14) foi decretado um toque de recolher que funciona das 22h às 05h, visando diminuir aglomerações, ou apenas fingindo que se preocupam.

Pois bem, classificar a educação como atividade essencial significa autorizar que os empresários abram suas escolas, admitindo atividades presenciais entre crianças, jovens e adultos nos períodos mais críticos da pandemia, com o mais alto grau de risco de contaminação de coronavírus, aquele classificado como de bandeira cinza.

Alguns especialistas chamam esse novo surto de segunda onda da doença, no entanto, é possível saber que no Brasil nunca tivemos efetivamente o fim da primeira onda. É importante lembrar que os dados oficiais divulgados pela imprensa burguesa ignoram o cenário que seria mais perto do real em relação aos contaminados, e os mortos, já nem se fala. Para termos uma melhor noção de pessoas infectadas, é preciso olhar para os casos de subnotificação, estes fazem as estatísticas dispararem.

Reinaldo Azambuja está ciente dos números e do aumento de casos e, mesmo assim, numa atitude golpista junto ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPMS), à serviço dos empresários locais, coloca o poder na mão dos capitalistas, donos de escolas privadas e serviços privados em torno da educação.

Azambuja é do mesmo partido que o golpista Dória (PSDB), governador do estado de São Paulo, aquele que alega tomar as decisões de segurança sanitária contra o vírus baseado em dados científicos. O contraditório é que São Paulo é o estado onde há mais mortos e infectados pelo vírus do País. Desse modo, é possível perceber que o PSDB vem fingindo estar amparado pela ciência e pelos órgãos públicos de saúde e segurança sanitária para autorizar atividades normalmente. A política parece mesmo jogar não só a população, mas também as crianças, direto para os riscos de contaminação, só para garantir o lucro dos empresários, mesmo com os hospitais abarrotados.

Portanto, com a atitude criminosa do PSDB no Mato Grosso do Sul, financiada pelos empresários da educação, é possível pensar que, para eles, é possível colocar as crianças em risco para garantir seus lucros e seus modos de vida.

A direita finge estar sendo humanizada quando argumenta que a distância das atividades escolares presenciais está fazendo mal às crianças, aos estudantes; quando busca a autorização forçada dos órgãos de saúde, dos órgãos de justiça, que não têm nada a ver com a questão. No entanto, ignoram de modo canalha que todos os dias pessoas morrem e são infectadas pelo vírus. Ignoram que não haverá vagas de UTI para a população, pois estas estão esgotadas.

Diante desse ato criminoso no MS, é preciso mobilizar urgentemente a população, os trabalhadores da educação e os estudantes para pressionarem pela suspensão total do calendário acadêmico de 2020, seja nos ensinos básico ou superior, e exigir prontamente a volta das aulas apenas com a população vacinada.

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