Projeto de corte de serviços
Em meio à pandemia, Dória avança na retirada de serviços
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Dória fdp
A burguesada em seus salões faz festa e politicagem enquanto o povo padece. | Governo do estado de SP

Dória (auto-intitulado “Bolsodoria”) quer mostrar aos fascistas menos glamurosos como entregar mais efetivamente a população à sanha neoliberal. O governador de SP, promotor da catástrofe pandêmica no estado ao omitir-se nas ações de combate ao corona, entregou ontem (12/8) à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) proposta de extinção de 10 empresas, autarquias e fundações públicas até o início de 2021, o que levará ao desaparecimento de 5600 (cinco mil e seiscentos) empregos, segundo matéria no G1, sítio de notícias da pró-burguesa Globo.

Não se engane quando o noticiário da imprensa dos ricos mostrar o assunto focando apenas em números e nomes compridos de órgãos estaduais: o significado dessa proposta é uma devastação gigantesca da estrutura estatal de atendimento aos interesses públicos em diversas áreas essenciais, de moradia e planejamento urbano ao cuidado com o meio-ambiente. É a execução da política dos grandes capitalistas, dos bancos e multinacionais imperialistas, de debilitar e desorganizar a população para que eles continuem sua exploração monstruosa.

A imprensa burguesa chama de “projeto de reforma administrativa”, um nome tecnicalista, às iniciativas dos políticos pró-bancos, como são os governos Dória e Bolsonaro, de retirar investimento dos serviços destinados ao atendimento da população e entregar esse dinheiro aos capitalistas. Aparentemente, Bolsonaro e seu ministro Guedes são muito “toscos” ou incompetentes para a burguesia ao não privatizar empresas públicas e desmontar o serviço público brasileiros. Assim, o PSDB, partido “oficial” da burguesia, parece querer dar mais um (há outros desmontes) exemplo prático de como se destrói a estrutura de atendimento pública e coletiva para engordar ainda mais os bolsos particulares dos rentistas.

Veja os serviços públicos que Dória quer eliminar desta vez e sua importância:

-Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo “José Gomes da Silva” (ITESP) – responsável pela política agrária, que, nesse governo, é a do latifúndio. Ataque a este órgão é um ataque explícito à reforma agrária e aos trabalhadores do campo;
-Fundação para o Remédio Popular “Chopin Tavares de Lima” (FURP) – nome auto-explicativo;
-Fundação Oncocentro de São Paulo (FOSP) – “onco” se refere a câncer, é uma fundação de combate ao câncer;
-Instituto Florestal – protege meio-ambiente;
-Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo (CDHU) – cuida de moradia, grande problema social brasileiro, e urbanismo;
-Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S. A. (EMTU/SP) – auto-explicativo;
-Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN) – em plena demonstração cabal da necessidade de atenção às doenças contagiosas, o fascista Dória quer acabar com um órgão que trata disso, é muito cinismo;
-Instituto de Medicina Social e de Criminologia (IMESC) – “criminologia” é o crime abordado de forma inteligente, mas sabemos que fascista prefere brutamontes de farda;
-Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (DAESP) – cuida do espaço aéreo; e
-Fundação Parque Zoológico de São Paulo – relacionada ao meio-ambiente.

Como podemos ver acima, a lista dos alvos do fascista Dória mostra bem como os neoliberais estão se lixando para as necessidades mais básicas da população. A extinção desses órgãos é um bombardeio nas condições de vida do povo paulista. O G1 faz coro com as desculpas esfarrapadas do Palácio dos Bandeirantes de que o estado precisa “economizar” devido às consequências financeiras da quarentena, mas é bem sabido que esses recursos roubados da administração pública vão parar nas mãos dos bancos e outros ricos por meio de suas escaramuças financeiras. O projeto prevê ainda um programa de demissão voluntária para os servidores celetistas daqueles órgãos, caracterizados como estáveis pela Constituição Federal.

Segundo a matéria do G1, o governo Dória tem uma estimativa de perda de arrecadação este ano de quase R$ 27 bilhões, devido à redução da atividade econômica. Porém, a expectativa de “economia” do governo com os cortes é de R$ 8,8 bilhões, ou seja, a conta não fecha mesmo com a piora das condições de vida. Isso porque o objetivo real não é economizar e sim acabar com a estrutura de serviços do estado, de forma que depois alguns desses serviços, os lucrativos, serão repassados para serem explorados pelos burgueses aliados do governador, aumentando muito o valor que os cidadãos terão de pagar.

Ainda segundo o governo, o ano que vem será pior, já que há previsão de deficit nas contas do estado de R$ 10,4 bilhões, e o governo do fascista presidente já disse que não dará nenhuma ajuda. Mas se você acha esses números grandes, lembre-se que esse mesmo governo federal, há poucos meses, deu mais de UM TRILHÃO de reais para os bancos minorarem suas perdas com a quarentena (que não passa de uma piada de mau gosto, graças à atuação dos governadores e presidente pró-burgueses). Detalhe: as perdas dos banqueiros são de dinheiro, as da população são de vidas.

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