Provocação do imperialismo: Ucrânia vai ao tribunal internacional contra a Rússia

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Da redação – A Ucrânia, tomada por um governo golpista e de extrema-direita financiado pelo imperialismo  apresentará uma queixa contra a Rússia no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia, pelo “ato de agressão” cometido pelos guardas de fronteira russos que capturaram três navios da Marinha da Ucrânia e 24 marinheiros em águas russas do Mar Negro.

“Uma denúncia está a ser preparada perante o TIJ contra a Federação Russa em relação ao ato de agressão contra nosso Estado”, disse o Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, em entrevista ao canal de televisão ucraniano ICTV.

O fato cabal que o governo golpista esconde é que os navios ucranianos entraram em mar russo, não responderam aos chamados de atenção pelo rádio e navegaram em direção ao estreito de Kerch, que liga a Crimeia à Rússia continental. A Crimeia tem um especial significado na história recente dos dois países, pois ele pertencia à Rússia até a metade do século passado e passou para as mãos ucranianas por decisão do governo soviético, mas tendo maioria russa em sua população. Em 2014, com o golpe de Estado fascista que perseguiu os russos, o povo da Crimeia decidiu se separar da Ucrânia por meio de um referendo com apoio de quase 100% da população. A Rússia, então, aceitou a decisão e reanexou a península.

O processo legal que a Ucrânia quer iniciar, vindo de um país que está sob ordens dos EUA, é uma manobra abertamente imperialista contra a Rússia. Nesse sentido, o presidente golpista, Poroshenko, decretou lei marcial por 30 dias em várias regiões ucranianas perto da fronteira com a Rússia, colocando o exército em prontidão de combate, assim como, no dia de hoje, a marinha nas costas do Mar Negro e do Mar de Azov.

Poroshenko reclama na imprensa internacional que a Rússia não respeitou seus pedidos sobre a situação dos capturados, pois três deles ficaram feridos. Os russos alegaram que as acusações da Ucrânia não são baseadas em provas sobre a situação, e que irá responder em tempo razoável. O presidente golpista se reuniu com parentes de marinheiros presos e insistiu que são prisioneiros de guerra e “não podem ser julgados por nenhum tribunal do Kremlin, porque lá (na Rússia) não há verdade na lei e nem na justiça”.

Uma declaração que demonstra bem o caráter fascista do governo atual na Ucrânia, que derrubou o governo anterior com a mesma falácia da “luta contra corrupção” – vista em todo o globo e aqui no Brasil -, recebendo dinheiro, armamento direto dos EUA, agora querem falar de lei e justiça.