Peru
Numa série diária de intensos protesto que teve início na segunda-feira dia 09 de novembro, o Peru está convulsionando socialmente, tendo como gatinho a posse de Manuel Merino.
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TOPSHOT - Demonstrators confront riot police during a protest against the new government of interim President Manuel Merino, following the impeachment and removal of former Peruvian President Martin Vizcarra, at the San Martin square in Lima on November 12, 2020. - Speaker of Congress Manuel Merino assumed office on November 10 as Peru's third president in four years, amid street protests and market jitters after the impeachment of Martin Vizcarra over corruption allegations. (Photo by ERNESTO BENAVIDES / AFP)
Manifestantes enfrentam a polícia nos protestos em Lima, na noite de quinta-feira. 12/11/2020 | Foto: ERNESTO BENAVIDES / AFP

Numa série diária de intensos protesto que teve início na segunda-feira dia 09 de novembro, o Peru está convulsionando socialmente, tendo como gatilho a destituição de Martín Vizcarra e a posse de Manuel Merino. Há confrontos regulares dos manifestantes com a polícia, com as manifestações contrárias ao governo interino ocorrendo por todo o país.

O quarto dia de protesto foi um dos mais violentos, com o maior número de manifestantes foi também um dia de intensa repressão. Os relatórios da Coordenadoria Nacional de Direitos Humanos indicam que apenas em Lima foram 16 presos, 8 levemente feridos e 3 gravemente feridos, tendo sido alvejados por armas de fogo das forças de segurança. 

Chama atenção que o paciente com estado mais crítico Percy Pérez Shaquiama, 27 anos, que foi atingido no abdômen teve seu estado declarado como “delicado e com prognóstico confidencial”. Outro manifestante atingido foi Rubén Guevara, também de 27 anos, o mesmo ficou com o “rosto desfigurado, com possibilidade de lesões permanentes no olho esquerdo”, o terceiro atingido Luis Alejandro Aguilar, 26 anos, segue “estável”.

 A confirmação dos manifestantes feridos por armas de fogo só ocorreu após ampla divulgação de imagens de policiais disfarçados realizando disparos contra os manifestantes durante o protesto, as imagens foram feitas por manifestantes e pela imprensa. Esses agentes a paisana são chamados de Grupo Terna, sua presença nos primeiros dias de manifestações já havia direcionado duras críticas internas e internacionais ao governo interino do Peru.

Em um desses episódios, jovens identificaram um destes policiais infiltrados na manifestação. Após o expulsarem da manifestação apontaram para ele um sinalizador laser. Prontamente o policial sacou a arma e abriu fogo contra os manifestantes. Ignorando todos os registros o novo ministro do Interior, Gastón Rodríguez, negou que as forças policiais tivessem utilizado munição letal e desmentiu a presença do Grupo Terna nas manifestações.

O principal ponto de concentração dos protestos em Lima se dar na Plaza San Martín, a Polícia Nacional tentar impedir que os manifestantes cheguem ao Congresso ou ao Palácio do Governo. A repressão foi tamanha que está atingindo os profissionais da imprensa, segundo a Associação Nacional de Jornalistas só em Lima quatro jornalistas (do jornal El Comercio, do Canal N, do Ojo Público e da agência francesa AFP) teriam sido feridos por projéteis havendo outro caso em Puerto Maldonado, na região amazónica de Madre de Dios.

Os protestos contra o governo interino seguem ocorrendo não somente no centro de Lima mas em quase todos os seus bairros e em quase todas as capitais das 24 regiões, formando um onda de manifestações que não se via no Peru há 2 décadas.

Toda a movimentação no Congresso peruano para derrubar o governo de Martín Vizcarra, foi para colocar um um governo ainda mais a direita. Ou seja todo o ímpeto dessa movimentação política que trouxe ao poder Manuel Merino foi para atacar de forma mais severa as condições de vida da população peruana.

Esse golpe de estado implementado no Peru é uma clara reação da burguesia e imperialismo a luta dos povos latino-americanos a tendência direitista no continente.

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