Barrar o genocício de Ibaneis
Nesta sexta-feira (03), ocorreu um protesto na capital federal contra a reabertura das escolas, que foi autorizada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) por decreto
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Protesto em frente ao Palácio Buriti, sede do Governo do Distrito Federal. | Foto: Reprodução.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), editou um decreto nesta quinta-feira (02) que libera a reabertura de escolas, bares, restaurantes e salões de beleza. O decreto também flexibilizou as restrições em shoppings, feiras populares e demais estabelecimentos comerciais. Em meio ao crescimento exponencial das infecções e mortes, o governador direitista promove a reabertura das atividades econômicas e sociais, como se tudo estivesse em plena normalidade.

Como reação ao decreto que autoriza a reabertura das escolas, um grupo de cerca de 100 manifestantes realizou um protesto em frente ao Palácio Buriti, sede do governo do Distrito Federal. O ato intitulado Todas as Vidas Importam contou com faixas, cruzes e pessoas vestidas de preto em homenagem às vítimas do Covid-19 no DF.

O ato teve início por volta das 8 da manhã. Cruzes foram espalhadas pelo chão junto com faixas que alertavam que o fim do isolamento significa a promoção do genocídio e que as vidas dos estudantes importam. Até esta quarta-feira (01), os órgãos de saúde do DF registravam mais de 49 mil infecções e 552 mortes. A taxa de ocupação dos leitos de UTI era de de 63,42%.

A retomada das atividades escolares tem de ser combatida pelos professores, estudantes e pais de alunos. O decreto criminoso do governador Ibaneis vai expor a população ao contágio acelerado pelo coronavírus, bem como aumentar o número de mortes e acarretar internações em massa na rede pública de saúde. O protesto ocorrido demonstrou o repúdio da população à medida do Governo do Distrito Federal, alinhada com a política do presidente Jair Bolsonaro de deixar morrer a população.

O DF é pioneiro na implementação do Ensino à Distância (EaD). Isto deve ser denunciado e repudiado por toda a comunidade escolar, uma vez que significa a destruição do ensino público, o corte de recursos para a educação, a transferência de recursos públicos para as empresas do ensino à distância e a precarização das escolas e da própria carreira docente.  Neste momento, a direita procura fazer “passar a boiada”, isto é, aprovar todo tipo de ataque que não seria possível de fazer em outros momentos, devido à enorme resistência da população.

Nem retomada das aulas e nem implementação do EaD nas escolas e universidades. Os estudantes e professores devem lutar pelo cancelamento do ano acadêmico. Não é possível pensar em atividades escolares enquanto a pandemia estiver se expandindo e matando milhares de pessoas diariamente. O país deve se organizar para enfrentar e vencer a pandemia, como pressuposto fundamental para que as atividades sejam retomadas.

 

 

 

 

 

 

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