Manobra burguesa
O governo Bolsonaro comprou novamente essa semana setores do centrão e da ala militar, numa tentativa de blindar seu próprio governo; o que mostra que o caminho é às ruas
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Bolsonaro e Maia
Bolsonaro e seu amigo do Centrão, Rodrigo Maia | Foto: reprodução

No início dessa semana tivemos dois acontecimentos que marcam bem o caráter do governo fraudulento de Bolsonaro, seu caráter antidemocrático e até certo ponto improvisado. O primeiro é o fato de que o governo ilegítimo avançou o controle dos militares sob o aparato estatal, entregando uma empreiteira com o valor de R$ 1 bi para os generais. 

 O segundo acontecimento é o governo ter entrado com grandes valores em dinheiro, para comprar emendas do centrão, sendo essa a maior quantidade de capital investido em emendas para o congresso em quatro anos, isto é, desde o golpe de Estado.  

Essas atitudes demonstram o lançamento de Bolsonaro na tentativa de construir uma base de sustentação no Congresso, entre os setores do chamado centrão, para criar uma base de sustentação institucional do governo. Sendo assim, mesmo com toda a crise política que vem se arrastando, o bolsonarismo segue em frente na sua agenda neoliberal, mesmo que em plena desagregação evidente.  

E por outro lado, complementarmente, os cargos dados aos militares, demonstram a compra do governo ao apoio das Forças Armadas. Que, inclusive, tem histórico de defender Bolsonaro desde antes.  

O que fica claro é a articulação do governo para comprar uma aliança do centrão com as Forças Armadas, o que deixa o governo institucionalmente blindado. O que mostra, claramente, que por dentro das instituições não há nenhum jogo que participe o povo. A esquerda que prega uma “luta institucional” não passa de uma esquerda pequeno-burguesa que vende ilusões. 

O impeachment não vai passar um milímetro no Congresso Nacional com esses parlamentares golpistas, aliados de Bolsonaro. E se passar, os “moderadores” do regime, os generais, não vão deixar em absoluto que as instituições burguesas derrubem o Bolsonaro. É por isso que é preciso uma mobilização de rua.

A derrubada de Bolsonaro deve ser dada pela força da população, a força, essas manobras esdrúxulas da burguesia demonstram isso. O caminho é por fora das instituições. É pela mobilização, como as Organizadas demonstraram na prática neste domingo, que se derrota o fascismo e se empurra esse governo ilegítimo, de miséria e de fome, para fora.  

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