Propaganda imperialista contra Assad: Capacetes Brancos encenavam missões de socorro para denegrir governo sírio

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O imperialismo tem como característica o manejo de diversos métodos para garantir sua existência. Para além da obviedade dos ataques bélicos, com financiamento a grupos dissidentes contrários ao governo anti-imperialista, há uma modalidade que, figurando como um efeito colateral, acaba por funcionar como forte propaganda negativa do país alvo.

Nesta função, o trabalho dos Capacetes Brancos merece destaque. A Defesa Civil Síria, nome formal da ONG “humanitária”, atua em áreas de conflito entre as forças do governo sírio e os combatentes do Exército Livre da Síria, apoiados pelos imperialistas. Os mocinhos da história, supostamente responsáveis por mais de sessenta mil resgates, já foram flagrados apoiando os terroristas dissidentes em missões de captura contra os militares fiéis a Assad.

Especialistas nos conflitos do Oriente Médio acrescentam que os Capacetes Brancos não são um grupo inocente e, além de tomar lado, funcionam como grupo propagandístico, fornecendo informações falsas para inflamar a opinião pública internacional. Em entrevista ao jornal iraniano Parstoday, o Dr. Lajos Szásdi León Borja, professor da Universidade Interamericana de Porto Rico, denunciou que até os ataques aéreos e com armas químicas, noticiados pelo monopólio da imprensa capitalista com fotos chocantes de cidadãos maltrapilhos, são encenações promovidas pela ONG.

Tais graves adulterações da realidade são realizadas com o apoio das agências dos países ricos, como a MI6 e a CIA e tem como alvo, além do próprio governo Bashar al-Assad, o governo russo, que apoia a legalidade contra os rebeldes. A organização, criada em 2013 por um militar inglês na Turquia, é mais um instrumento de manipulação disfarçado.

As revelações do Dr. León Borja não trazem grandes surpresas. O clube seleto dos países poderosos é responsável direto pelas maiores violações aos Direitos Humanos da história da humanidade. Seria inocência e desconhecimento político supor que ajudariam de forma isenta as vítimas de um conflito.