Promotores e procuradores fascistas lançam manifesto para atacar professores; é preciso reagir já

Protesto contra reformas do governo Temer

Da redação – Foi lançado nesta sexta-feira (09) um manifesto de mais de 100 procuradores e promotores de Justiça ligados ao movimento “Escola sem Partido” contra os professores do país.

Tais promotores e procuradores que, também, acabaram de ser agraciados com um aumento federal em mais de 20% sobre seus salários, já recheados pelos mais diversos artifícios como auxílio paletó, auxílio gasolina, auxílio alimentação, auxílio pensão, entre dezenas de outros.

Todos estes golpistas que agora comemoram suas recheadas contas bancárias, agora querem colocar na cadeia professores do país que lutam contra os mais diversos ataques à educação pública causados pelos governos da direita que agora beneficiam esta casta da Justiça burguesa e que colocaram a educação pública brasileira no último lugar entre todos os países chamados “em desenvolvimento”.

No documento golpista anunciam: ”E a sociedade é lesada quando recebe, em troca dos impostos que paga, uma educação conhecida mundialmente por sua péssima qualidade; quando é obrigada a suportar o fardo de uma força de trabalho despreparada; quando sofre as consequências de greves abusivas, seletivamente organizadas e deflagradas para prejudicar adversários políticos dos sindicatos de professores; quando custeia o projeto de poder dos partidos que aparelharam o sistema de ensino.”

Neste parágrafo, estes golpistas inescrupulosos não tem a mínima vergonha na cara ao dizer que os professores não devem denunciar e lutar contra todos àqueles políticos e governantes que os condenaram às piores condições de vida entre os mais variados profissionais que detém nível superior. Os promotores e procuradores defendem os governantes que sucatearam a educação pública do país, que todos os dias levam ao adoecimento de milhares de professores pelo país, vítimas das péssimas condições de trabalho, com salários rebaixadíssimos e abusiva e enorme carga de trabalho.

No manifesto, atacam os professores em todos os pontos, em um deles se utilizam de argumento infantil, no qual afirmam que a educação crítica dentro das escolas deve ser combatida e apenas professores obedientes à direita e à burguesia deveriam existir.

Procurando explicar o porquê seria difícil quebrar os professores, reivindicam que deveria existir  um comando centralizado, de natureza político-administrativa, cujas diretrizes sejam seguidas por obedientes professores. Propõe em pleno século XXI uma SS nazista que amordace os professores transformando-os em meros reprodutores das teorias acríticas da direita acéfala.

E complementam: “Se existisse tal comando, bastaria substituí-lo, e o problema estaria resolvido. Mas não é assim que funciona. Governo e burocracia do ensino podem até ajudar ‒ e ajudam, de fato, estimulando, facilitando ou sendo coniventes com a doutrinação ‒, mas o agente do processo é o professor militante ideológico. Não existe doutrinação sem o militante ideológico camuflado de professor.”

Tal documento comprova que se iniciou uma enorme “caça as bruxas” contra os professores. É necessária a organização imediata da luta dos professores em resposta ao reacionário ataque da direita. A Corrente Educadores em Luta e o Partido da Causa Operária chamam os professores e suas organizações de luta, os sindicatos a imediatamente mobilizarem suas bases contra esta perseguição à educação e a seus profissionais.