Monopólio capitalista
Imprensa capitalista tenta ridicularizar a esquerda revolucionária, ao mesmo tempo em que defende e promove Boulos do PSOL
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O cinismo da Folha de S. Paulo, o jornal que apoiou a ditadura militar e o golpe de 2016 | Foto: Reprodução

O candidato a prefeitura da cidade de São Paulo pelo Partido da Causa Operária, Antônio Carlos Silva, da direção nacional do partido, concedeu entrevista na manhã desta segunda-feira (19) ao portal Folha/UOL. Logo após a entrevista, a Folha de São Paulo publicou uma matéria em seu site contestando o exposto pelo companheiro Antônio Carlos, ou seja, o programa do PCO. Em uma tentativa torpe e sem sucesso de ridicularizar ambos, a Folha deu o seguinte título a sua matéria: “em sabatina, Antônio Carlos do PCO erra ao falar da esquerda e de seu próprio partido”.

A matéria quer dar a entender pelo título que se trataria de alguém despreparado, que erra na entrevista e não um militante revolucionário com mais de 30 anos de experiência política. Ao ler a matéria vemos que o suposto erro na verdade diz respeito, não ao programa e a política apresentadas, mas supostamente em relação a dados fornecidos pelo companheiro, que a Folha contrasta com dados recolhidos em órgãos do Estado.

Por exemplo, o companheiro afirmou que o PCO tem 20 candidaturas em capitais no país, o que coloca o partido entre os três partidos com mais candidatos em capitais, a Folha, porém diz que o TSE só reconheceu 15 até o momento, fato é que o PCO registrou as 20 candidaturas nas capitais conformes à lei.

A matéria é parte da velha estratégia dos monopólios da imprensa capitalista que buscam torcer a imagem do PCO para que não exerça maior influência junto aos setores da classe operária.

Porém que chama mais atenção na matéria não é o cinismo, já característica deste monopólio, mas outro fato: a defesa que a Folha de S. Paulo fez de Guilherme Boulos (candidato do PSOL).

Em determinado momento da entrevista o companheiro Antônio Carlos instado pela colocação do entrevistador sobre novas lideranças da esquerda, uma vez que segundo o entrevistador o ex-presidente Lula não poderia ser candidato, o companheiro fez uma explicação política dos elementos que convergem para a formação de uma liderança política de massas como do ex-presidente Lula, que não pode ser criado de maneira artificial. Sendo Lula uma expressão do desenvolvimento da classe operária e dos setores oprimidos no país é indispensável o papel que cumpre na unificação desses setores, papel que não pode ser substituído por ninguém no país nesse momento.

O companheiro segue analisando, também instado pelo entrevistador, algumas figuras que se apresentam e são apresentadas pela burguesia como lideranças da esquerda, e comenta a figura de Guilherme Boulos e sua colaboração com o golpe de Estado de 2016, desde sua campanha anti-governo, do “não vai ter copa” e sua recusa de lutar contra a derrubada do governo Dilma, para ele um governo “indefensável”, mesmo diante de um golpe evidente.

A Folha S Paulo saiu abertamente em defesa de Boulos e diz na matéria que esse foi primeiro erro do companheiro Antônio Carlos, pois segundo a Folha, “o candidato não se manifestou de forma favorável à saída da presidente”; quer dar a entender que foi um lutador contra o golpe, embora uma rápida pesquisa na internet em entrevistas, palestras e matérias dele da época mostram que a verdade está com o companheiro Antônio Carlos do PCO.

Qual o interesse da Folha de S. Paulo em defender Boulos da colocação do PCO? Ainda mais falsificando a história para livrar Boulos da responsabilidade que teve diante do golpe de 2016?

A pergunta do entrevistador que suscitou a resposta do companheiro Antônio Carlos dá pistas. Trata-se de uma campanha da burguesia, cujo, objetivo é isolar o PT e o ex-presidente Lula, pois consideram que um movimento popular liderado por eles seria extremamente perigoso para si, assim procuram criar artificialmente figuras, supostas lideranças da esquerda, cuja política e a força são inócuas, para que possam por meio delas criar um divisão na esquerda, ir paulatinamente agrupando setores da esquerda em torno delas como estratégia de enfraquecer o movimento em torno de Lula e do PT na tentativa de inviabiliza-lo.

Esse é o sentido da promoção de Boulos pela Folha e pela imprensa capitalistas, em coloca-lo como liderança da esquerda, ao promovê-lo não podem, contudo promover, ao contrário tem de tentar ridicularizar, setores potencialmente muito mais perigosos para si do que o próprio PT, como é caso do PCO.

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