Promotor do MP-SP impõe perseguição fascista aos sem teto

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O promotor fascista Cassio Roberto Conserino, do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) está perseguindo as lideranças do Movimento dos Sem-Teto do Centro (MSTC). Conserino é conhecido pelo seu histórico de militante “antipetista” e “anticomunista”e por ofensas ao ex-presidente Lula.

O advogado Lúcio França, que representa o MSTC, denuncia que o promotor age por meio de acusações fraudadas e arbitrárias, essencialmente políticas e direcionadas contra os movimentos sociais de esquerda, procedimento típico de ditaduras.

Cassio Roberto é autor da denúncia contra 19 lideranças da luta por moradia, entre elas Carmen Ferreira e Preta da Silva. O promotor fascista ainda foi um dos que apresentou denúncia que atribui o triplex do Guarujá ao ex-presidente Lula, o que lhe custou a condenação e a prisão. No caso de Carmen e seus filhos, o promotor fascista utilizou um inquérito policial criado para investigar as responsabilidades pelo incêndio e desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, em 1º de maio de 2018.  Contudo, o Movimento Social de Luta por Moradia (MSLM) era quem dirigia a a ocupação, e não Carmen.

Os advogados dos trabalhadores sem teto argumentam que ao invés de apurar as responsabilidades sobre o desabamento do prédio, Conserino aproveitou-se e promoveu todos os tipos de ataques e perseguições aos movimentos de luta por moradia no centro de São Paulo. Uma das perseguições do promotor, que visa criar fatos políticos para serem publicadas na imprensa burguesa e desmoralizar os movimentos populares e facilitar a repressão, foi de acusar lideranças do MTSC de extorquir, por meio da violência, moradores pobres das ocupações.

No caso, trata-se uma perseguição política do promotor Conserino e do Ministério Público de São Paulo ao Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) e à luta por moradia. Os processos são claramente políticos e baseados em factoides fabricados para prender as lideranças e, com isso, desarticular o movimento, abrindo precedentes para uma maior perseguição a todos os movimentos populares, em meio a um golpe de Estado com cada vez mais características fascistas.