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Na Alemanha, a legalização do aborto permite que as mulheres possam interromper a gravidez nas 12 primeiras semanas de gestação e possuam todo respaldo médico necessário, exceto quando se trata da divulgação da realização do procedimento de aborto por médicos, que segundo o código penal do país a divulgação de informações acerca da prática é considerado crime.

Essa é uma política que está estritamente ligada ao regime nazista, visto que, segue uma linha obscurantista contra direitos básicos da mulher, como o direito mínimo de ter informações do procedimento que querem realizar. Um fato sobre isso, é que há muito tempo a lei era algo que estava adormecida e não punia nenhum médico por divulgar infirmações. No momento atual não faz sentido algum ser mantida, se é que em algum momento fez, isto é, remonta a característica direta dos resquícios do nazismo no país.

O fato de neste momento haver uma pressão para rever a lei de legalização do aborto, e a reafirmação da punição de médicos por divulgarem a prática, se deve ao grande avanço da extrema-direita e setores conservadores para implantar seu programa retrogrado que não se aplica as reais necessidades das mulheres. Os mesmos se encontram pressionando o novo governo da chanceler, Angela Merkel, que assumiu seu quarto mandato recentemente e semanas depois a pauta do aborto entrou em cena.

A realidade é que, nenhuma proposta se encaminha para que some à luta das mulheres, a proposta do novo governo mantém o mesmo viés obscurantista, em que a divulgação continue sendo crime, mas que as mulheres possam ter acesso às informações factuais acerca da realização do aborto. Ou seja, essa é a maneira de se conciliar com os setores da direita e do próprio governo conservador no poder: atender aos seus interesses e não efetivamente o que diz respeito as mulheres de conjunto.

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