Programa Mais Fome: valor da cesta básica subiu em 18 capitais, SP é a mais cara do País

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Já é sabido que a política dos golpistas é de total ataque a classe trabalhadora, nas mais variadas esferas. Está cada vez mais difícil para os brasileiros sobreviverem, tendo em vista que o valor do salário mínimo vigente (R$ 998,00) não comporta os gastos médios que uma família possui mensalmente.

Os aumentos salariais são cada vez menores. Em contrapartida os alimentos, por exemplo, ficam cada vez mais caros, como pode ser visto na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo  Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

São pelo menos 18 capitais que apresentaram aumento no custo das cestas básicas. Em um comparativo, por exemplo, com o mesmo mês, no ano passado (2018), o acréscimo no preço dos alimentos mais do que duplicou (12,02%), com alta de 6,78%, passando a custar R$ 445,12.

Em fevereiro deste ano constatou-se que as cidades com maior alta nos preços dos alimentos foram São Paulo (R$ 509,11); Rio de Janeiro (R$ 496,33); e Porto Alegre (R$ 479,53). Em Fortaleza (oitava cesta mais cara do Brasil), por exemplo, o trabalhador, que vive de salário mínimo mensal, precisaria ter trabalhado 98 horas e sete minutos para conseguir adquirir todos os itens alimentícios do conjunto.

Tendo em vista que, em tese, o salário mínimo deveria ser capaz de comportar gastos, para o trabalhador e sua família, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência, o DIEESE realizou, ainda, um cálculo do quanto deveria ser o valor recebido pelos trabalhadores por suas atividades laborais.  Analisando, por exemplo, a capital de São Paulo, o valor para a manutenção familiar, com quatro pessoas, deveria equivaler a R$ 4.277,04 ou 4,29 vezes o mínimo vigente: R$ 998,00.

A tendência dos golpistas em nada favorece aos trabalhadores. Pelo contrário, o que pode ser percebido é um massacre nos direitos conquistados pelos brasileiros, tornando cada vez mais difícil a sobrevivência da população. Nesse sentido é fundamental que a classe trabalhadora componha os comitês de luta contra o golpe, organizando, concomitantemente, amplas mobilizações populares, pedindo, imediatamente, a saída do presidente fascista, Jair Bolsonaro, e de todos os golpistas.