Falência de empresas no Brasil
Nos anos de 2014 a 2017, o Brasil perdeu várias empresas, fruto do planejamento dos golpistas.
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Carteira de trabalho. |

Dados levantados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta última quinta-feira (17) demonstram que durante o período dos anos de 2014 e 2017, o Brasil perdeu cerca de 316.680 empreendimentos. O levantamento, feito pelo estudo Demografia das Empresas e Empreendedorismo 2017 demonstra que mais empresas foram fechadas do que abertas, estabelecendo um saldo geral negativo no panorama de empresas brasileiras. A extinção de negócios afeta também os trabalhadores com carteira assinada, o que levou mais de 3,3 milhões de empregados assalariados a serem demitidos no setor formal. Somente no ano de 2017, 22.932 empreendimentos encerraram as atividades, o que representou cerca de 15,7% do total; e cerca de 135 mil postos de trabalho foram perdidos.

O levantamento demonstra muito claramente o plano da direita para o Brasil: acabar com boa parte dos empregos e impedir o desenvolvimento econômico das empresas brasileiras. Para isso, utilizam da máquina de propaganda da burguesia para imbuir a ideologia do empreendedorismo, em que supostamente daria para se ganhar mais dinheiro e trabalhar menos, mas os fatos apontam justamente no sentido oposto: acabam-se os empregos e empresas são esmagadas e colocadas em situação de falência. O chamado empreendedorismo que é vendido como solução para os trabalhadores mantém os mesmo na situação anterior de explorados e até pior: coloca-os concordando com esta falsa ideologia, iludindo-os com promessas de sucesso e riqueza, além de possibilitar retirar dos empregados a proteção dos resquícios da legislação trabalhista.

É necessário sempre lembrar que essa situação ataca o próprio pequeno empreendedor brasileiro, que já possui um capital irrisório e precisa enfrentar os grandes tubarões do mercado que ainda contam com a ajuda do estado e do imperialismo através de medidas ditadoriais vindas dos representantes da burguesia por meio de leis, medidas etc. No fim das contas, o pequeno empreendedor também acaba esmagado, sua empresa vai à falência e aqueles poucos que conseguiam manter um pequeno grupo de trabalhadores são obrigados a demitir o seu corpo de empregados.

Os golpistas, de conjunto, já atacaram as leis trabalhistas, a previdência, a indústria nacional, as empresas estatais, os monopólios privados brasileiros, dentre outras medidas destrutivas. Obviamente, pela lógica, se os poucos grandes perecem nesta jornada de agressões, os menores sucumbirão em maior número. Os dados apresentados por esta pesquisa do IBGE são a prova cabal do plano de ataques à economia brasileira. No fim das contas, aquele que sempre será mais esmagado, é o mais frágil e portanto, mais explorado: o operário brasileiro. A única forma de contornar a situação é frear o golpe, convocar uma ampla massa de pessoas para irem às ruas, pedindo pelo “Fora Bolsonaro!” e a “Liberdade Para Lula”.

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