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SÃO PAULO, SP, 01.11.2017: PREFEITURA-SP - O prefeito de São Paulo, João Doria, anuncia uma série de mudanças estruturais na organização administrativa da sua gestão, na manhã desta quarta-feira (1º), na sede da Prefeitura. Entre as mudanças está a criação da Secretaria Municipal da Casa Civil, que será comandada pelo vice-prefeito Bruno Covas. (Foto: Suamy Beydoun/Agif/Folhapress)
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O projeto “Criança Feliz” foi aprovado para ser posto em prática na megalópole brasileira em agosto do ano passado, e desde então as queixas dos profissionais que se empenham para realizá-lo só aumenta. O Conselho Municipal de Assistência Social de São Paulo (Comas), a Serviço de Assistência Social à Família (Sasf)- onde o “Criança Feliz” foi vinculado apesar das criticas dos profissionais e técnicos da área, e as Secretarias Municipais de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads), são os principais agentes envolvidos e maiores críticos desses programa.

Darlene Terzi Afonso, vice-presidenta do Comas, vem apontando o quão deficitário é o programa, em uma de suas declarações ela diz “Você acaba tendo sobreposição de serviço, fazendo um cadastro para ‘inglês ver’. Estão fazendo esse atendimento para justificar uma verba que a gente não sabe onde foi gasta. É uma sobreposição de trabalho. Não foi colocado nenhum aditivo financeiro e nem de pessoal”. No total já foram repassados para o município 3,132 milhões de reais, mas as secretarias não têm conseguido atingir meta nenhuma.

Os profissionais têm reclamado sobretudo da falta de capacitação, que dura três meses, e da sobreposições de tarefas. O programa tem como objetivo fazer uma busca ativa das pessoas que ainda não foram contempladas por programas como o Bolsa Família, e atende gestantes e crianças (e suas famílias) de até seis anos para que essa famílias possa oferecer “a seus pequenos ferramentas para promover seu desenvolvimento integral.”

Ficou claro que as crianças estão incluídas no público alvo dos “gestores” paulistanos. Doria (PSDB) que está na corrida para virar governador de São Paulo poderá substituir Geraldo Alkcmin (PSDB), conhecido por desviar verbas do governo que deveriam ir para as merendas escolares e que ficou conhecido nacionalmente como “ladrão de merendas”,  está se mostrando seguir ortodoxamente a tradição tucana de atacar os trabalhadores e as criancinhas.

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