Manifestação
Situação na saúde pública francesa é preocupante
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Manifestação de profissionais de saúde | Foto: Reprodução/Prensa Latina
A convite dos sindicatos do setor, os profissionais de saúde retornam hoje às ruas desta capital e de outras cidades francesas para exigir melhorias nos salários e nas condições dos hospitais públicos.

 

A mobilização nacional segue a realizada em 16 de junho, quando dezenas de milhares de pessoas protestaram contra as políticas do governo, em um dia que incluiu confrontos e prisões em Paris, atribuídos à infiltração na marcha de membros do violento Bloco Negro.

De acordo com os sindicatos, as medidas anunciadas pelo Presidente Emmanuel Macron e pelo Ministro da Saúde Olivier Véran são insuficientes para resolver a situação econômica de seus membros e fortalecer o hospital público.

O executivo colocou sobre a mesa um pacote de seis bilhões de euros para aumentar os salários das profissões paramédicas e prometeu 300 milhões de euros para reavaliar a renda dos médicos hospitalares, números que os sindicatos consideram não corresponder às expectativas.

Estaremos nas ruas até que nossas exigências sejam atendidas, queremos pesar nas decisões políticas, disse a secretária-geral da CGT-Salud, Mireille Stivala, na véspera.

Por sua vez, o líder da SUD-Salud Jean-Marc Devauchelle acusou o governo de não levar em conta os profissionais do setor.

Como resultado da crise sanitária causada pelo Covid-19, houve um aumento das queixas sobre a privatização, o fechamento de leitos e a falta de recursos nos hospitais públicos, um cenário que está ligado ao grave impacto no solo francês do coronavírus SARS-CoV-2, responsável por quase 30.000 mortes.

Quando a pandemia chegou ao país em março, os profissionais de saúde vinham se mobilizando há meses para exigir melhorias.

O Presidente Macron, além de reconhecer o trabalho de médicos, enfermeiros, técnicos e outros durante a luta contra o Covid-19, admitiu erros em suas políticas no setor e prometeu revalorizá-lo.

Entretanto, os sindicatos consideram que os recursos indicados pelo executivo são insuficientes para enfrentar a crise.

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