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Doentes cuidando de doentes
Profissionais de saúde estão extremamente vulneráveis ao coronavírus
Relatos de países como EUA, Europa e Brasil, expõem a vulnerabilidade dos profissionais de saúde em decorrência da alta exposição ao vírus e pelas precárias medidas de proteção
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Doentes cuidando de doentes
Profissionais de saúde estão extremamente vulneráveis ao coronavírus
Relatos de países como EUA, Europa e Brasil, expõem a vulnerabilidade dos profissionais de saúde em decorrência da alta exposição ao vírus e pelas precárias medidas de proteção
Equipe de saúde em hospital na China. Foto : UOL
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Equipe de saúde em hospital na China. Foto : UOL

Relatos de países como EUA, países europeus  e Brasil, expõem a vulnerabilidade dos profissionais de saúde em decorrência da alta exposição ao vírus e pelas precárias medidas de proteção para estes profissionais. Devido a intensa transmissibilidade do corona vírus, as medidas de proteção que incluem desinfecção constante de mãos e equipamentos de proteção individual (EPI) especiais  dentro dos ambientes hospitalares tornaram-se imprescindíveis para a segurança da equipe de saúde, o que se inclui médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar e limpeza.

Entretanto os relatos que surgem dos mais diversos países é a flexibilização dos protocolos de segurança devido à escassez de EPI.  No Brasil desde o início de março, quando já se prenunciava a expansão da epidemia, até as mais inferiores máscaras em termos de qualidade já se encontravam em falta no mercado para a venda. Os depoimentos dos profissionais de saúde indicam que as condições de trabalho são precárias. Os governos não se prepararam para a pandemia.

Os primeiros dados dos países europeus mais atingidos pelo Covid-19 indicam que os profissionais de saúde representam uma parcela significativa dos casos do Covid-19. Na Espanha, dados oficiais do governo informaram  que a equipe médica representava 14% dos quase 40.000 casos registrados no país. Na Itália, quase 1 em cada 10 casos de coronavírus era um profissional de saúde. Já nos  Estados Unidos, mais de 100 trabalhadores nos três maiores hospitais de Boston já deram positivo para o Covid-19, até a quarta feira passada.

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A média de adoecimento de profissionais de saúde é superior ao restante da população. Tem-se atribuído como causa a alta exposição viral e o grau de estresse ao qual os profissionais de saúde estão submetidos.

Um médico de emergência na Pensilvânia disse ao jornal Vox que, como os hospitais enfrentam escassez de equipamentos de proteção individual, a proteção incompleta da exposição significa que mais médicos e equipe médica ficam doentes. Isso levará a piores resultados gerais para pacientes com coronavírus uma vez que os próprios profissionais de saúde acabam sendo vetores da doença. Além do que corre-se o risco de ter as equipes  de saúde reduzidas , estas que já se encontram sobrecarregadas e insuficientes pela alta demanda de internações .

É fundamental para o enfrentamento da pandemia a testagem massiva da equipe hospitalar, uma vez que a pessoa contaminada transmite a doença antes mesmo de apresentar os sintomas. A OMS tem recomendado como imprescindível a testagem de toda a população, e o isolamento, o que inclui obrigatoriamente o corpo hospitalar, para que haja o achatamento da curva de adoecimento. Países como China e Coréia do Sul tiveram baixas taxas de mortalidade entre o corpo médico e da população, justamente por adotarem medidas rigorosas de testagem e proteção para os profissionais de saúde.

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No Brasil, onde a pandemia ainda inicia, muitos são os relatos de profissionais de saúde contaminados e até mesmo mortes por Corona vírus. A ausência de Equipamentos de proteção denuncia a necessidade de intervenção nas fábricas que produzem estes equipamentos, para que estes sejam disponibilizados com urgência aos hospitais e demais trabalhadores em risco de exposição.

O prognóstico para o país é sombrio. O SUS há muito sucateado pelos governos não será capaz de dar o suporte imprescindível para diminuir o inevitável número de doentes necessitados de assistência médica hospitalar. Sem leitos, sem testes e sem profissionais suficientes para o cuidado dos doentes, anuncia-se uma tragédia sem precedentes na história do país.

 



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