Trabalhadores em luta
Greve contra Caiado e sua política assassina já
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Em Goiânia, reivindicação de melhores condições de trabalho, reajuste e não a terceirização | SECOM
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Em Goiânia, reivindicação de melhores condições de trabalho, reajuste e não a terceirização | SECOM

Na manhã a última quarta-feira (20) aconteceu uma manifestação de profissionais da saúde em Goiânia(GO), em frente ao Centro Administrativo de Goiânia. O ato foi chamado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde (Sindsaúde – go).

As reivindicações da categoria são reajuste na tabela salarial, melhores condições de trabalho, revisão da gestão das OSS, suspensão do aumento da cobrança previdenciária abusiva entre outros pontos.

Segundo Ricardo Manzi, presidente do sindicato, os profissionais da saúde já estão sem reajuste salarial a mais de dez anos, e é preciso restabelecer percentuais originais de gratificação de insalubridade. O acúmulo da defasagem salarial, aponta Ricardo, cria uma defasagem de 68,52% com o não pagamento da reposição salarial desde 2007.

Outra reivindicação da categoria é a suspensão da cobrança que passou a ser feita sobre o salário dos servidores aposentados com a aprovação da Reforma da Previdência Estadual apresentada pelo governador Ronaldo Caiado do golpista (DEM) e aprovada pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) no fim de 2019, com essa aprovação, aposentados estão sendo taxados em até 14,25% dos vencimentos, acarretando a perda do poder de compra imediato.

As condições de trabalho também estão na pauta, já que em tempo de pandemia funcionários da área da saúde são a parcela mais vulnerável e estão entre os que mais morreram nesse último ano. Enfermeiros, técnicos, auxiliares e farmacêuticos, entre outros profissionais vinculados à Secretaria de Estado da Saúde (SES) cobram garantia do fornecimento adequado dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), insumos para o atendimento e a diminuição da sobrecarga de trabalho.

Os trabalhadores ainda apontam a preocupação com a terceirização generalizada levada a cabo pelo governo de Ronaldo Caiado através das OSS, a situação da crise é tão grande que mesmo sendo entregues com lucros e subsídios as organizações estão desistindo de administrar os hospitais.

Algumas das Unidades hospitalares geridas por Organizações Sociais (OSs) estão inclusive sendo devolvidas ao Estado, deixando trabalhadores apreensivos com o cenário deixado, que acarretará em comprometimento ante a falta de insumos, medicamentos e alimentação. É o caso do Hospital de Urgências da Região Sudoeste Dr. Albanir Faleiros Machado (HURSO), localizado em Santa Helena de Goiás.

O Sindicato afirma vir acompanhando a situação do hospital após o Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar desistir de administrar a unidade. A OS também afirmou que vai devolver ao Estado, o Hospital Estadual de Jaraguá Dr. Sandino de Amorim (Heja) e o Hospital Estadual Ernestina Lopes Jaime (HEELJ), localizado em Pirenópolis.

Frente a essa situação é preciso impulsionar a greve na categoria até o alcance de suas reivindicações. Junto a elas é preciso estar atrelado o combate e derrota de golpistas e destruidores das condições dos serviços públicos como Caiado, nenhuma ilusão em promessas ou somente supervisão da barbárie instalada. É preciso mobilizar amplamente toda a categoria para impor as necessidades dos trabalhadores da saúde e de toda a população nesse momento tão difícil.

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