Professores municipais de São Paulo devem aderir à mobilização do dia 22 contra a destruição da previdência

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Os professores municipais de São Paulo devem aderir em massa à mobilização do dia 22 de Março contra a reforma, que na verdade é uma verdadeira destruição da previdência pública promovida pelo governo golpista de Bolsonaro. O dia de entrega de material explicativo, paralisações e mobilizações de rua está sendo convocado pela CUT (Central Única do Trabalhadores) entre outras milhares de organizações sindicais, partidos de esquerda e movimentos sociais.

A proposta da reforma da previdência representa um ataque sem precedentes à classe trabalhadora brasileira, pois representa, na prática, a destruição do regime de seguridade social. Esse sistema é o que permite que o trabalhador brasileiro consiga se aposentar e também que uma parcela da população tenha acesso à uma renda mínima para que não sucumba diante da fome e da miséria.

A proposta de reforma (destruição) da previdência prevê o aumento exponencial da idade mínima para a aposentadoria (65 anos para homens e 62 para mulheres), aumento do tempo mínimo de contribuição, redução no valor das aposentadoria, além da redução do BPC (Benefício por Prestação Continuada) que passaria de um salário mínimo para R$400. Um verdadeiro absurdo que jogará boa parte da população na miséria.

Para os professores haverá uma ataque ainda maior pois acabará a aposentadoria especial, além de uma aumento exponencial do tempo de contribuição. As professoras serão o setor que mais perderão direitos com essa reforma da previdência.

E como se não bastasse, há uma grande possibilidade da quebra do regime de previdência pública uma vez que muitos trabalhadores irão migrar para o regime privado de previdência, deixando de contribuir com a previdência pública.

Depois de 33 dias de greve enfrentando o governo de Bruno Covas do PSDB, que aprovou em pleno Natal o SAMPAPREV (Uma espécie de reforma da previdência municipal), os trabalhadores devem participar do movimento nacional para impedir que os banqueiros confisquem o direito à aposentadoria.

Em São Paulo, a manifestação unificada está marcada para às 17h,no MASP, Av.Paulista.