Em direção à greve nacional
Os professores devem trabalhar para construir uma grande greve, ao invés de trabalhar como escravos nas plataformas EAD, ou ainda nas escolas para se infectar. É hora da greve!
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Pais e professores mobilizados contra a volta às aulas sem vacinação da população | Foto: RBA
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Pais e professores mobilizados contra a volta às aulas sem vacinação da população | Foto: RBA

Os professores da Rede Estadual paulista aprovaram em assembleias por todo o Estado, na última sexta feira (05), greve geral contra a volta às aulas, imposta pelo governador fascista de São Paulo, João Doria, e reforçam a luta se juntando aos professores do Rio de Janeiro e do Paraná. A luta aprovada pelos professores paulistas é um importante levante contra as medidas genocidas impostas pelos golpistas, por todo País nas escolas e universidades que estão sendo reabertas.

Ninguém quer o retorno, professores, pais e estudantes em sua maioria percebem os graves riscos que estão sendo colocados, numa verdadeira renascença dos métodos nazistas aplicados na Segunda Guerra Mundial, como as câmaras de gás de Adolf Hitler. Para seu discípulo, João Hitler Doria, o extermínio se dará a partir das salas de aula. Os exemplos deste risco e crime já estão veiculados às centenas pelas redes sociais. Inúmeras escolas em São Paulo, que tiveram o retorno dos professores desde o final de janeiro e já anunciam centenas de contaminados e alguns mortos.

A aprovação destas greves, de grandes sindicatos como a Apeoesp, é um impulso vital para as lutas fundamentais que se fazem necessárias, diante dos riscos que as decisões criminosas dos governos representam.

A posição dos governos mostra de fato que João Doria, Cláudio Castro e demais governadores têm a mesma posição de Bolsonaro: reabrir tudo para defender os interesses dos bancos e grandes capitalistas, como já demonstrado até mesmo pela Organização Mundial do Comércio que indicou que a paralisação das escolas pelo mundo diminui em 1,5% o PIB mundial e isso os capitalistas não podem permitir e estão dispostos a sacrificar milhares de vidas para não fazer encolher seus cofres. A política do “morra quem morrer” de Bolsonaro, somada à lógica da brincadeira infantil do “não fui eu”, é a política de todos eles.

Para garantir toda a operação fascista a serviço da defesa do lucro dos capitalistas, o Estado de São Paulo é o centro de toda a operação de farsa: com toda a encenação da vacina, que caminha a passos de tartaruga e até o momento sequer chegou a 2% da primeira dose da vacina (neste momento testes em massa que se fariam necessários para auxiliar a vacinação) não é, e nunca foi, interesse de nenhum governo da direita, crise nos hospitais, UTIs chegando em várias localidades próximas a 100% da lotação. Mas o governador já se isentou da culpa sobre a morte de qualquer estudante ou profissional contaminado ou morto, passando tal culpa para as famílias dos estudantes e para os professores, obrigando-os a assinar o consentimento de sua própria morte. Enquanto segue à risca a sua cartilha nazista, continua a se apresentar como possível candidato da burguesia para 2022.

Para reverter este quadro é necessário superar a vacilação da esquerda e de seus setores mais direitistas, que em algumas assembleias chegaram a se colocar contra a mobilização e greve, como o agrupamento Resistência/PSOL, alguns chegando a dizer que os professores não queriam greve, numa total adaptação à campanha fascista da burguesia e dos donos de escolas particulares.

A posição da direção da CNTE tomada no último dia 4 de fevereiro durante reunião do Conselho Nacional de Entidades (CNE) da Confederação, defendendo o retorno às atividades presenciais se a vacina para os trabalhadores em educação se der na fase 1 das prioridades, sinalizando que aceita a volta dos professores mesmo que o restante da população não tenha recebido a vacina, é um grande equívoco e erro político, que vai facilitar as coisas para a burguesia manter sua política de mortes para o povo.

Ao contrário destas capitulações, as greves aprovadas devem ser apoiadas concretamente, por toda a esquerda: com atos nas portas das escolas, mobilizações regionais, atos centrais unificados, entre outras mobilizações.  Ocupar as ruas, com as greves de professores, defendendo a vida de toda a população e da categoria. Toda greve na Educação é uma greve política, contra o governo constituído e sua política, e, para ganhar das imposições assassinas dessas poderosas máquinas (que têm apoio da imprensa burguesa), a categoria não poderá sonhar com tal vitória ficando em casa, se manifestando apenas na internet.

É decisiva a formação de comandos de greve de base, para impulsionar a mobilização (como já se viu em todas as greves da categoria) discutindo com os professores e a população o crime da reabertura das escolas em meio à pandemia, que a burguesia brasileira não fez nada para controlar.

Assim como é vital unificar e trazer para a luta e para a greve os profissionais da educação municipal de São Paulo capital, que passaram todo o ano de 2020 e primeiros meses de 2021 órfãos de sua organização política, o sindicato, por conta da política pelega da direção do Sinpeem, que tem Cláudio Fonseca seu presidente, sendo ele de partido político base de sustentação do tucanato no município.

A greve de São Paulo e do Rio de Janeiro é um primeiro passo para uma mobilização nacional, que se torna fundamental e como forma de combate às políticas genocidas de Jair Bolsonaro, João Doria, Bruno Covas e demais golpistas nos Estados e nos municípios, impondo a greve nacional da Educação para a defesa da vida e dos direitos dos trabalhadores que também continuam a ser destruídos pelos golpistas.

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