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Os professores da rede particular de São Paulo conquistaram uma vitória contra a reforma trabalhista, que ameaçava-os diretamente. Nesta terça-feira os professores pararam cerca de 100 escolas, também fizeram uma série de atos e uma assembleia no final da tarde, na qual aprovaram a assinatura da convenção coletiva, proposta pelo sindicato patronal, que mantém todos os direitos, reajuste de 3% e participação de 15% nos lucros e resultados.

O sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado (Sieesp), sindicato patronal e os donos de escolas não haviam renovado, este ano, a convenção coletiva que regula os direitos da categoria e queriam impor, apoiando-se na reforma trabalhista, uma série de mudanças na convenção, retirando direitos já garantidos.

Entre os ataques dos patrões, estavam a redução de 30 dias de recesso remunerado para 23, reduzir o número de bolsas que o professor tem direito, para que seus filhos possam estudar na escola, de 2 para 1, acabar com a garantia semestral de salário  ( que impede que o professor seja demitido no meio do ano e fique sem salário e sem trabalho, pois terá de aguardar o início do período letivo), dentre outros. Das 64 cláusula os patrões queriam modificar 20 delas. 

O acordo, negociado pelo Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), proposto na última terça-feira termina em fevereiro 2019. As professores mantêm estado de greve até a próxima quarta-feira,  quando em assembleia avaliarão a efetividade do acordo nas escolas.

A greve dos professores, naturalmente diz respeito a luta dos trabalhadores em geral contra a nefasta reforma trabalhista que o golpe implementou. É  necessário, para a.sobrevivência dos direitos dos trabalhadores, derrotar a reforma trabalhista, é para isso derrotar o golpe de Estado.

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